A Transição Planetária pressupõe a Ecologia

Se você assistiu recentemente o especial “Espiritualidade e Bem-Viver na Nova Terra”, do Círculo, pôde se deparar com algumas questões delicadas que estão nos debates sociais atuais, como a piora da saúde mental após o início da pandemia em 2020, catástrofes ecológicas e o aumento da pobreza mundial. O foco do minidoc foi trazer a opinião de duas especialistas em saúde física e mental, Dra. Mônica de Medeiros e Margarete Áquila, diante desses problemas, e qual a visão delas de um caminho para uma realidade mais harmônica no planeta.

A partir disso quero trazer algumas reflexões sobre como a consciência da ecologia e empatia com a natureza podem ser um importante pressuposto para atravessarmos o momento de transição planetária.

Desde o lançamento do documentário “Data Limite, segundo Chico Xavier” (2015) o assunto Transição Planetária ganhou maior popularidade e muitas pessoas estão falando deste momento da humanidade que, em hipótese, está caminhando para uma Nova Terra. Isso significa que cada vez mais pessoas estão “despertando”, isto é, se interessando por assuntos sobre espiritualidade livre, filosofia e questionando o seu modo de vida.

Perguntas como “qual o sentido da minha existência?” ou “será que a vida é só ganhar dinheiro?” emergem. E aí temos um boom de interesse pelo autoconhecimento. De janeiro de 2015 até março de 2021 tivemos um aumento de 270% no número de buscas a respeito do assunto “autoconhecimento” no Google.

Algumas profecias dizem que os desastres naturais são parte da Transição Planetária, que cidades desaparecerão, que haverá uma nova era glacial, com tsunamis e terremotos. Isso tudo pode acontecer se não nos responsabilizamos pelas nossas atitudes como sociedade. As mudanças climáticas são um desafio que precisamos mobilizar “para ontem”. Inclusive, a pandemia do Covid-19 é uma reação da maneira como estamos tratando o nosso planeta, e se não nos atentarmos haverá novas pandemias. Para a humanidade, hoje, não existe Planeta B. A Terra é a nossa casa. Se ela sofrer uma transição a partir das nossas escolhas, isso é um bônus.

Considero importantíssimo estarmos conscientes de quem somos, quais os nossos valores, crenças e limitações. Esse é o primeiro passo para a mudança de paradigma social, estar atento sobre a autorresponsabilidade das escolhas que impactam o coletivo, ser empático consigo e com o outro.

Você se considera uma pessoa empática com a natureza? Já pensou como seus hábitos diários impactam o planeta? Consciência ecológica é sobre isso. E dá pra fazer muito com os recursos que temos à disposição, tais como reciclagem, upcycling, compostagem, entre outros.

Para quem interessa pelo assunto, indico o livro “Uma Vida Sem Lixo”, de Cristal Muniz, que tem como objetivo ser um guia prático para reduzir o desperdício na sua casa e simplificar sua vida. Além disso, a autora possui um blog e canal no YouTube de mesmo nome, com artigos, ebooks e receitas.

Convido você a me acompanhar nos próximos artigos em que vou abrir um pouco mais a ideia de ecologia de forma propositiva e chegar no conceito de ecossocialismo, que traz um olhar convergente sobre a ecologia e a atitude como sociedade.

abraço
Ana Carolinna Gimenez

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Respostas

  1. Ansiava pra ver canais de espiritualidade falando sobre ecologia, crise climatica, consumo consciente e de como temos de nos responsabilizar por nossas escolhas, que cada ato influencia o meio ambiente. Eu já fui muitas vezes considerada a “ecochata” só por tentar trazer o conceito do ” traga seu copo”,(ao invés de usar descartáveis), em casas espiritas, onde supostamente todos estão lá para aprender a desconstrução de velhos paradigmas…lamentável…Parabéns ao circulo escola por trazer este tema, temos muito que falar sobre isso! Não lembro como cheguei aqui, mas sei que estou muito feliz por ser aluna desta escola, do curso mediunidade com autonomia.

    1. Sim, Meline! Sou deste ponto de vista também! Fico feliz por você contribuir com a nossa discussão 🙂 Já fui muito chamada de “ecochata” kkk mas tudo bem, todos nós temos nosso ritmo evolutivo, o importante é não se deixar abalar pelas críticas e fazer o que vai de encontro com a nossa ética e valores.