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Comunicação Multidimensional: possibilidade de cura e libertação

CASO 1  – Aline, acorda!

Sexta feira, 22h10min, noite chuvosa. Finalmente, Aline se deita, acende o abajur, e pega seu livro que já se encontrava na cabeceira. Havia adquirido o hábito da leitura antes de dormir, pois gostava de aproveitar esse momento para refletir sobre assuntos que a acrescentavam. Depois de muito tempo “perdido”, ou que se pode considerar “achado”, na perspectiva de aprendizado, percebeu que possuímos o poder de atrair ou repelir através de nosso padrão vibratório mental determinados irmãozinhos que se encontram em esferas espirituais diferentes das nossas, mas que podem se sintonizar com nossa frequência, se ou quando abrimos ‘brechas’ – possibilidades – de forma consciente ou não.

Após uma semana de intenso trabalho e muito estudo, encontrava-se bastante cansada. Mas ansiava por terminar sua leitura. Afinal, o romance espírita estava tão empolgante e elucidador, e já estava bem no finalzinho. Porém, não conseguia se concentrar na leitura da forma habitual. Forçava-se manter as pálpebras abertas. E assim que virou a página do último capítulo do livro, seus olhos pesaram tanto que não conseguiu resistir, deixando o livro cair sobre seu colo, adormecendo em seguida.

O que Aline não sabia era que havia companhia ao redor dela muito interessada e necessitada que ela terminasse o livro. Desta forma, de supetão, já em estado de sonolência, eis que escuta um grito ao longe, porém bem real: “Aline, acorda!”. E assustada, a jovem recobra a consciência, com o coração acelerado, olha ao redor dando-se conta de que está tudo bem, abajur aceso, percebe que havia adormecido. Levanta, vai ao banheiro, lava o rosto, pega um copo de água na cozinha e ao retornar para o quarto mais desperta, retoma a leitura – para ‘felicidade geral da nação’ (no caso, plateia). 

  • Quantos terão sido beneficiados com essa leitura edificante e esclarecedora?

  • Você já se sentiu compelido (a) a comprar mais livros do que gostaria? Já se questionou quais e para quê?

  • A que você tem se sentido (a) compelido (a) a fazer atualmente? Reflita. Compartilhe.

CASO 2 –  Liberação de perdão

Uma jovem senhora, cuja mãe havia falecido há quase duas décadas, num desses encontros que não se deve considerar casual, conhece, num grupo de estudos online, uma moça por quem sente bastante afinidade. Parece daqueles encontros com pessoas que já se conhecem há muito tempo, sabe como? 

Elas, então, depois de algumas trocas e interações informais, marcam uma conversa em uma rede social conveniente para ambas e, nesse encontro, algo extraordinário e impactante acontece. Entre uma risada e outra, conversa vai, conversa vem, papo solto, a moça, cuja mediunidade é bastante desenvolvida, começa a chorar copiosamente, muito emocionada. A jovem senhora, sem entender o que estava se passando, fica paralisada do outro lado da tela e a moça, então, pergunta a ela, se após o falecimento da mãe, elas já haviam se comunicado. A jovem senhora diz que não. A moça fala que a mãe está ali, junto a ela naquele instante, estabelecendo contato de forma muito emocional e precisa pedir perdão e esclarecer algumas questões. E põe-se a falar algumas coisas que somente aquela saberia e outras que jamais imaginaria, mas que fizeram sentido dadas as circunstâncias do relacionamento entre ambas durante a encarnação da mãe. A filha reafirma a liberação de perdão à mãe. A médium pede o afastamento da mãe, haja vista a carga emocional intensa. 

As duas continuam conversando pelo bate-papo e a jovem senhora agradece emocionada a moça, que serviu como canal neste momento. No plano espiritual, a mãe obteve acesso a informações que não possuímos aqui. O que ocorria é que a mãe, muito regredida e dependente da filha, havia sido filha desta na encarnação anterior e não conseguia entender sua nova posição ao retornar no papel de mãe. Esta revelação, para a jovem senhora, lhe abriu a consciência e o entendimento de maneira aliviadora: não era à toa que sentia tanta necessidade de cuidar da mãe desde muito nova. A partir de agora, não precisa mais repetir esse padrão como faz com outras pessoas, generalizando um comportamento em forma de círculo vicioso que intoxica seus relacionamentos e a faz sofrer. 

O que se depreende aqui é que a comunicação, ainda que de forma breve e sucinta para ambas, mas após ‘longo e tenebroso inverso’ (21 anos), pode ter suscitado uma possibilidade de cura e libertação, para ambas. A mãe, presa e martirizada à situação pela dor e culpa à qual se encontrava por não obter meios e veículo para acessar a tão amada filha e lhe enviar a mensagem que necessitava; e a filha, remoendo histórias do passado e amargurada num padrão de repetição comportamental que só tem sentido num nexo causal explicado nas formas de liames familiares que acompanham gerações, mas não se justificam no contexto das relações cotidianas, causando conturbações e sofrimentos desnecessários.

  • E quanto a você? Tem servido de canal de bênção e veículo de cura e libertação no projeto da implantação da Nova Terra?

  • Qual o seu papel na Transição Planetária?

  • Como você pode utilizar seus recursos como meios de comunicação multidimensional entre os seres?

  • Quais são as sensações evocadas no seu íntimo a partir desta história?

CASO 3 – Os Outros

Thiago e seu filho não conseguem definir o filme que irão assistir. Esta não é a primeira vez. Gerações diferentes, gostos diferentes, pensamentos diferentes. O quarentão e descontraído Thiago busca um filme leve e divertido. Já tem tanta desgraça no mundo, ainda com problemas e desgastes no trabalho, finanças complicadas advindas de má administração, ex-mulher ranhetando e recentemente até a jovem e bela namorada que era para servir de bálsamo está pegando no seu pé, cobrando à beça. “O que essas mulheres têm na cabeça?”, pensa. Afinal se divorciou para quê?

Já Pedro, seu filho, um estudante nerd da Engenharia Mecânica, no auge de seus 20 anos, conquistou uma certa independência financeira ao sair de casa aos 17 anos e criar com amigos um projeto revolucionário na área da computação gráfica, um de seus hobbies e passatempos. Não esquenta a cabeça com relacionamentos, pois no momento precisa focar no que interessa (trabalho e estudos), e está descobrindo a existência do mundo invisível, o qual tem tomado bastante seu tempo, atenção, estudo e pesquisas. Nesta linha, propõe ao pai filmes antigos de contexto e caráter sobrenatural. Thiago considera tudo isso uma baboseira, ilusão, merchandising e charlatanismo. 

Em meio a esse impasse, em que não conseguem chegar a uma decisão, mal sabem os dois, que na sala em que debatem sobre qual filme vão assistir, dentre outras rusgas e tolices de pai e filho, encontra-se uma plêiade de espíritos desencarnados na expectativa da decisão e que, alguns, procuram auxiliar e influenciar na escolha dos filmes de acordo com seus interesses, paixões e vicissitudes. Pode-se dizer que as sugestões passaram desde o terror ao pornô, entremeado por comédias românticas, filmes espíritas, e por aí vai.

Por fim, Pedro consegue, após muito custo, convencer o pai a colocar o filme “Os Outros”, argumentando fortemente que é com Nicole Kidman, cujo pai é fã de carteirinha e não havia visto tal filme – por incrível que pareça. Com o início do filme, permanece no recinto, apenas aqueles que gostaram da escolha ou os que se beneficiarão com a mesma e que, tutelados, ficarão para assistir. E esse filme, então, alcança um objetivo muito maior do que pai e filho podem sequer imaginar.

  • A comunicação multidimensional é uma via de mão dupla. Você está realmente disposto(a) a colaborar com seres que precisam do seu trabalho para evoluir, para aprender, para se desprender? Ou só quer receber, colher os ‘louros’, por assim dizer?

  • Você já parou para pensar a respeito do quanto a sua jornada espiritual pode estar sendo influenciada e/ou influenciando tantas pessoas para além do que consegue alcançar? Você tem ideia de tamanha magnitude?

  • Se você conseguisse visualizar esse campo de percepção, conseguiria escolher de forma mais consciente seus pensamentos, palavras e ações?

Feche os olhos, por um momento, respire lenta e profundamente três vezes, e busque vislumbrar.

Nesses três casos hipotéticos (será?), qual chama mais sua atenção e por quê? 

Compartilhe essas experiências. Deixo uma reflexão final para você e para mim: para nós. Aliás, todas as reflexões são para nós. Estamos juntos e misturados, no mesmo barco, rumo a um mundo melhor, não é mesmo? 

O que NÓS temos feito ou podemos vir a fazer para abrir NOSSOS canais de comunicação multidimensional, possibilitando cura e libertação, com NOSSOS talentos e dons naturais, ou seja, com aquilo que já TEMOS?

Um grande beijo e até a próxima. 

Com carinho,

Marcia Vasconcellos


Leia o primeiro artigo dessa série – Conto: o doce e o cão

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Respostas

  1. Me identifico com o caso 3. Em casa, eu sou o filho e meu esposo, o pai – porém um pouco mais aberto, já que ele está “sentindo na pele” os efeitos que a mudança de pensamentos e elevação do padrão vibratório. E tenho certeza que quando assistimos filmes sobre o tema, converso com ele sobre as aulas do círculo, falo sobre livros, tem uma plateia nos ouvindo. E gosto disso. Ser esse canal de amor de Deus.
    Estou amando seus artigos, Márcia! Grata por aceitar ser também esse canal!
    E grata a toda essa família do círculo. O Juliano foi um ponto decisivo para toda a minha transformação.

    1. Olá Jaqueline, tudo bem? Fico feliz de você estar compartilhando sua experiência por aqui! Muito bom os efeitos que, aos poucos, você já vai percebendo em seu marido. Bacana. tudo a seu tempo. Mas as sementes são plantadas; o importante é fazermos a nossa parte. Vou ficar vibrando por vocês!
      Essa platéia invisível eu também passei a sentir a presença depois que entrei no círculo e fui me reconectando à minha essência. Essa família é realmente sensacional! Estamos em constante processo de evolução e transformação, desde que nos permitamos isso.
      Eu agradeço constantemente à Egrégora do Círculo e ao Juliano por me oferecer este desafio e oportunidade desta série de artigos e a vocês que no retorno e feedback me acolhem e me fazem perceber que tudo tem sentido e propósito. Afinal, estamos juntos nesta caminhada, cada um com seus momentos, possibilidades, talentos e limites a serem superados e alcançados.
      Gratidão! Um grande beijo.

  2. Caso 1: quantas vezes já passei por isso, estar empolgada pra ler o livro e acabar dormindo ou até mesmo amando o livro e não conseguir continuar a ler.
    Compro os livros, pois gosto do conteúdo, mas não tenho conseguido ler, eu sei que é bom pra mim, mas não encaixo na rotina. Foi bom pensar sobre isso.
    Caso 2: me fez refletir como é importante entender o mecanismo da vida para ficarmos no nosso papel, no nosso lugar ao invés de assumirmos o papel dos outros, ex., ser filha e não querer ser mãe da mãe, entender que eu vim aqui pra ser cumprir o papel que né foi dado e não sair dele, pois quando saímos da nossa função as coisas desandam. Se sou esposa, devo cumprir o papel de esposa, parece simples né? Mas quantas esposas fazem o papel de mãe dos maridos? Quantas mães fazem papel de irmã ou amiga do filho? Quantos filhos são pais dos pais? Quantas esposas fazem papel de marido e o contrário também. Se cada um cumprir o seu papel a vida flui sem dor porque não tem carga extra (acabei de ter esse insight!), esse é nosso aprendizado!! Muita gente está em dor porque está fora da sua função.
    Caso 3: entender que estamos todos interligados nos faz ser úteis. Quando comecei no estudo espírita eu via tudo assim como nesse caso, fiquei, segundo meu marido, bitolada haha, e fui sendo excluída por isso (me senti assim, não aceita), aí acredito que fui deixando um pouco essa percepção de lado pra me encaixar. Me acho muito ou 8 ou 80, mas na verdade, eu me manifesto com paixão e algumas pessoas não entendem isso porque, de repente elas foram podadas em sua expressão. Então, eu não devo permitir ser podada ou querer ser diferente pra caber no que o outro acha que é certo. Devo ser eu e pronto, isso é estar na nossa função, pois se eu sou assim é isso que vim manifestar.
    Como é bom comentar né? Haha, quanta riqueza de percepção vamos tendo conforme vamos comentando.

    1. Oi, Kelly. Estou amando seus comentários, pois essa interação e troca nos faz refletir e a escrita é uma ferramenta poderosa. Você já pensou em utilizá-la de alguma forma?
      De fato, a importância de desempenharmos a nossa função e exercermos nossos papéis é muito importante para a manutenção da saúde do sistema familiar. E notoriamente quando isso não acontece, o sistema adoece. As inversões de papéis se dão de modo inconsciente e dramas familiares poderiam ser evitados se mais pessoas se conscientizassem de quantos jogos patológicos acontecem nesses cenários. A boa notícia é que quando um participante do jogo, ou seja, um membro da família busca tratamento, já desencadeia um processo como que um efeito dominó e todos os demais se beneficiam, quer queiram ou não, pois a um remanejamento na estrutura d funcionamento patológica, inevitavelmente.
      Não é realmente tão simples assim sermos nós mesmos não é? Somos seres que buscamos pertencer, sermos e sentirmo-nos amados, queridos, aceitos. A união da identidade com o pertencimento é que permite o flow, não é Pozati? Então, precisamos equacionar bem de onde viemos, quem somos e para onde vamos. Quais nossos valores, desejos, talentos… O que é nosso e o que é dos outros… Porque não é tão simples cantar: “os outros são os outros e só… “. Não. Quem são esses outros? E o pertencimento? Senão não fluimos…
      Muitas questões, reflexões e processos de entendimento, percepções, buscas, aprendizado, amadurecimento.
      Estamos juntas. É um caminhar…
      Beijos e obrigada por me ajudar a pensar.