fbpx

Música na expansão da consciência

Nesta #aulaaberta, Margarete Áquila fala sobre o poder da música de unir os cinco sentidos.

Como usar da vibração sonora para harmonizar nossa mente e alma?  As vibrações sempre vão interferir no ser humano porque já é algo intrínseco. Sempre que emitimos determinados pensamentos nossa mente provoca comandos para as glândulas liberarem para o corpo o resultado do que pensamos. A música funciona da mesma forma. Quando você ouve sons harmônicos ou em sintonia com os harmônicos da natureza, sente bem-estar. Mas se ouve sons desarmônicos em proporção exagerada, vai ocorrer o mesmo processo de liberação neuroquímica, porém prejudicial ao corpo.

A música não mexe apenas no corpo físico e emoções, mas no nível das moléculas, átomos e elétrons. É o mundo quântico, entre a partícula e a onda. Estamos pulando de um estado para outro de acordo com a vibração que provocamos dentro de nós. E quando falamos de música também estamos falando em estados de consciência.

Quando falamos em música espiritual, é uma música que eleva o estado da consciência para o sagrado. As músicas voltadas para o ritmo mexem mais com os instintos, com a sensualidade, movimentam as energias do plexo solar para baixo. São as emoções inferiores como traição mentira, sofrimento, medo.

Já uma música voltada à harmonia, mexe num outro nível de emoções superiores, e entramos no chakra cardíaco, laríngeo. Esse tipo de música tem como principal elemento a melodia.

A melodia movimenta o espírito; a harmonia, o mental e o ritmo, os instintos.

Mas o mais importante é que a música abre muitos portais no nosso inconsciente. Esses portais podem ser sombras, medos ou voltados para o espiritual.  E o grande papel da música está nisso, em atuar buscando o que está acontecendo no astral, que é necessário trazer para o planeta Terra nesse momento. O músico vai abrir as portas para fazer as leituras.

Os grandes compositores da humanidade como Beethoven, Bach, Mozart e tantos outros sabiam dessa missão de trazer o paraíso até a Terra como se precisássemos relembrar algo que está no fundo da nossa alma e a gente esqueceu.

Movimentos de tensão e relaxamento

Toda música passa pelo cérebro para que seja processada e para transformar a mente. A musicoterapia, por exemplo, tem muitas funções nesse sentido. Já a música ocidental, em especial, retrata muito a nossa forma de ver e sentir o mundo.

De forma abstrata, temos sempre um movimento emocional de tensão e relaxamento, esse é nosso movimento psíquico natural. Beethoven, nas suas sonatas, criou um primeiro um movimento melódico rico, logo em seguida ele cresce, como em um refrão, num movimento de grande tensão; depois cai outra vez e começa um movimento repetitivo da primeira parte da música. É como se tentássemos fazer a mesma coisa, só que de outra forma. Movimentos de tensão vêm dos nossos conflitos internos e com a vida. Mas como numa espiral evolutiva, sempre voltamos ao mesmo ponto uma oitava acima, para interpretar de forma mais inteligente. E, no último movimento, Beethoven vem desde o começo novamente, refazendo tudo, como nós, que recomeçamos para ver o que não deu certo.

Do ponto de vista da neurociência, a música atua em processos associativos secundários, não linguísticos, por símbolos estruturais.

Isso quer dizer que ela une os cinco sentidos. Sabe aquela música que quando toca você se lembra das festas de natal de família da sua infância? Se você ouvir essa música vai lembrar-se de cada detalhe, pessoas, cheiros, são memórias associativas. A música tem o poder de unir os cinco sentidos.

Uma música espiritual também é feita para trabalhar com os dois hemisférios do cérebro. Uma música que traga sensações nobres, seja ela de qual cultura for, vai unir a parte lógica com a parte criativa e espiritual do cérebro. Essa associação entre os hemisférios causa uma sensação de paz, a criatividade aumenta e a capacidade de aprendizado também.


Este artigo é um trecho da aula da Margarete que pode ser conferida na integra em vídeo:

Artigos relacionados

Respostas