A alegria une e contra a unidade não há força que se oponha (LAB 02)

Participantes: Adriana, Alícia, Fernanda, Juliana, Juliano, Larissa, Mônica, Rene e Simone
Data:
8 de setembro de 2020

COMUNICAÇÕES

Larissa conduz da oração de abertura

Juliano: Há uma marca interessante para registrar na transcrição. Bom, tem a euforia de estarmos nos reencontrando por causa da pandemia, mas é a segunda reunião com altas crises de riso, de doer o estômago, antes de começar a reunião. Então, apenas se registre, sem qualquer juízo de valor ou categorização da experiência. (risos)

Alícia: Ju, quer falar um pouquinho sobre o momento que estamos passando para ficar também “on the records”?

Juliano: “On the records”: acabamos de lançar uma nova plataforma.

Alícia: Fizemos três anos de Círculo e agora assumimos nosso papel como escola.

Juliano: É, assumimos nossa identidade como escola filosófica exoconsciente, que tem alunos e não membros – quem tem membro é igreja!(risos)

Larissa: E, acima de tudo, registrar que o Círculo é virginiano. (risos)

Alícia: Acho legal registrar que, na terça-feira passada, não teve o Laboratório porque estávamos com o General Paulo, que nos contou um montão de histórias legais e foi bem emocionante.

E também podemos registrar que revisitamos hoje uma história do Ju, quer contar? Vimos que é igual à história que o General Paulo contou, de quando eles chegaram pela primeira vez em Alexânia e o general Uchôa sumiu no escuro, num breu, e ninguém sabia onde ele estava. Foi quando ele se encontrou com o Mestre Morya. O Mestre Morya se apresenta como Yogarin, ele fala: “aqui é o local para desenvolver a sua pesquisa, e depois você escreverá livros sobre isso”.

Percebemos que o Ju teve uma história muito similar, uma que ele já relatou várias vezes, que ocorreu em uma viagem a Curitiba.

Juliano: É. Eu estava sozinho , com uma vontade irresistível (de ir a determinado lugar – afastado e escuro). Chego lá e vejo o Chico – que depois, na regressão com a Gilda (Moura), vi que eram dois seres enormes. Eu encontro o General, na verdade, né. Foi bem curioso e tem vários pontos interessantes. A Gilda falava assim: “mas esse Chico que você viu não é o Chico Xavier. Foi só para você não surtar”. E vimos que aconteceu a mesma coisa com o General. Ele (Mestre Morya) apresentou-se como Yogarin para que ele não surtasse lá. É bem interessante.

Simone: E você soube da história do General agora, Ju?

Juliano: Soube bem depois dessa experiência, muito tempo depois. Isso foi 2014, e eu fui mergulhar na história do General no final de 2015.

Juliana: Vocês estão sentindo alguma sensação física? Estou sentindo na mão, está pesada, parece que é a mão de um gigante.

Simone: Parece que está dormente e muito grande.

Alícia: Eu sinto que estou com um chapéu de cone.

Juliano: Eu também.


Prancheta

Fernanda: Agora eles fazem três símbolos: o círculo, o infinito e o @.

Egrégora: Boa noite!

Fernanda: Nossa, que bizarro. O “boa noite” foi uma pessoa, agora outra está escrevendo. Estamos todos… Ai, que engraçado!

Alícia: É que eles estão escrevendo uma palavra cada um!

Pai João: Hoje treinaremos ainda a psicofonia da forma como fizemos na semana retrasada, apenas não mais indicaremos quem deve fazer. Todos que se sentirem aptos a tal poderão realizar testes.

Alícia: Podem ser simultâneas?

Rene: Acho que sim.

Pai João: Melhor não, senão dá confusão.

Rene: Não fui eu, foi psicofonia! (risos)

Pai João: Quando alguém começar, espera terminar. Vocês sentirão o fluxo da ordem da comunicação.

Fernanda: Se alguém quiser perguntar mais alguma coisa, pode perguntar.

Juliana: No Experimento Scole, Manu e Raji davam algumas técnicas de meditação para auxiliar no desenvolvimento, para controlar melhor a mente. Então, queria saber se eles têm alguma técnica a nos ensinar.

Pai João: A melhor técnica é a de deixar fluir. Vocês já têm intimidade o bastante com este tipo de reunião para começar a percepção mais apurada do sentir em cada um. Fui no Ju.

Fernanda: Ele está tentando ir para o Juliano.


Pai João (psicofonia Juliano): Ainda tem tantas coisas que precisam ser melhor explicadas, mas que muitas vezes vocês tem tido muita dificuldade porque ainda estão na adolescência, uma adolescência das coisas espirituais. E, nessa adolescência, é muito típico acontecer de vocês encontrarem essa falta de personalidade, essa falta de autonomia. Vocês precisam de fato abraçar quem são e se manifestar sem vergonha. Parece até engraçado dizer sem vergonha, mas é sem vergonha que tem que ser! Só tem vergonha aquele que tem medo e só tem medo aquele que não se conhece, aquele que não sabe quais são os seus caminhos… Embora tenha a coisa da 4ª série D, que é uma maravilha! Se vocês pudessem ver aqui do nosso lado como é que isso aparece… É uma explosão de cor, de alegria! Alegria causa reverberação e reorganização áurica, fazendo do grupo uma única aura! Pensem nas cores sendo combinadas e formando um único arco-íris, pensem em focos de luz, onde cada um trás a sua cor e a alegria as mistura, formando um arco íris iluminado e sintonizado, e isso se expande e se reverbera. A alegria une e contra a unidade não há força que se oponha.

Quando vocês são alegres, estão aportando para dentro dessa casa, para dentro desse lugar. A força da individualidade de cada um, daquilo que cada um traz – suas tragédias transformadas em comédias, seus dramas transformados em conciliação – é a coisa mais linda de se ver daqui da nossa dimensão porque printa na parede, printa em todo canto! E, a partir disso, nós conseguimos começar a operar em cada um de vocês. É como se aproveitássemos essa brecha para trazer a verdadeira potência que habita cada um pra fora, essa potência ainda tímida, que não veio totalmente para fora.

Ainda estamos num momento de adolescência, adolescência espiritual. E nós precisamos definir logo quem nós somos, porque o trem tem pressa, tem hora para passar… Não vai ficar passando a vida toda, toda, toda. É agora! É meio que “a hora do vamo ver”.

Vocês ficaram quietinhos por quê?

Adriana: Pode perguntar?

Pai João: Isso já é uma pergunta, no caso, né? (risos)

Adriana: Eu pergunto, então: Se algum de nós sentir vontade de desdobrar e se desdobrar, isso facilita o processo para vocês?

Pai João: Olha, facilita porque existe menos interferência da psique perturbada de vocês, né? Então, por exemplo, se você resolve ficar desdobradinha, eu contorno as suas tretas e consigo trabalhar melhor, mas não é uma condição “sine qua non”. Ao contrário, estamos entrando nessa era da consciência e a mediunidade, que hoje muito bem se definiria como uma bandeira do nosso grupo, assume sua identidade como exoconsciência.

Essa mediunidade precisa ser cada vez mais consciente, dona de si. Mas, minha filha, vou te dizer que às vezes nós preferimos desdobrar vocês para outros trabalhos e utilizar… então pode se sentir à vontade para fazer isso porque sempre partimos do conhecido pro desconhecido. Se partir do desconhecido é caos, então vai naquilo que lhe é familiar e depois nós vamos te desfamiliarizando, se é que me entende… Vamos desconstruindo, porque o familiar tem o benefício da confiança e a contravantagem dos vícios, pois já vem com certas cargas que precisaremos desconstruir. O projeto que estamos bolando para o laboratório é de disruptura paradigmática, e essa disruptura paradigmática mudará as coisas.

Alícia: Quando você diz que a hora é agora é porque o projeto tem começo, meio e fim?

Pai João: Quando digo que a hora é agora é porque há uma confluência na maturidade de vocês com aquilo que nós estabelecemos como cronograma para o desenvolvimento. Então, é a oportuna hora onde a maturidade se encontra com o fluxo do projeto que emana do lado de cá. Logo, a hora é agora porque é o melhor momento para que vocês peguem o fluxo.

Imagine uma onda e você está lá boiando, boiando, boiando naquela prancha, só na boa. Você está analisando como é que as ondas vêm, quanto vai bater de perna, quanto de fôlego que ainda te sobra, mas chega um momento em que você resolve surfar.  E aí você sente a onda vindo, mas onda sozinha não faz surf, o que faz o surf é a sua decisão de ficar em pé na prancha porque senão vai ficar boiando, boiando, boiando. Vocês boiaram até agora, curtiram, e agora estão tendo condição de ficar em pé, em cima dessa prancha.

É o casamento desta decisão madura com o fluxo que vem. Não significa que não poderia ser amanhã, depois ou noutro dia porque esse encontro se renova ciclicamente. Mas hoje, sendo vocês uns “pavio curto” com fogo na rabiola, é conveniente. Assim que vocês têm a condição, querem sair surfando já. (risos) É bonito, né? Eu gosto quando ri baixinho assim. (risos)

Simone: E essas visitas em casa, tem como dizer o que é isso que vocês instalam, colocam, tiram, aplicam… tem um líquido… Tem como explicar?

Pai João: Existe um conjunto de tecnologias que parece ainda muito subjetivo na dimensão de vocês porque daí ainda não compreendem a realidade essencial das coisas.

Existe uma realidade essencial que é manipulável, e as tecnologias que nós estamos desenvolvendo mexem na realidade essencial de vocês. Se buscarem a referência do plano de Scole, de tudo que aconteceu com os amigos lá – cuja mentoria recomendamos a vocês – verão o experimento do cristal,  que é desmaterializado segundo sua composição atômica mas conserva sua forma essencial visível. Acontece que todos os seres que respiram e que não respiram possuem seu desdobramento nessa dimensão, e nós conseguimos acessar essa realidade essencial e fazer ajustes necessários que reverberarão na realidade física.

Pode falar, minha filha. Não puxe só o ar não, solte! (risos)

Simone: Eu ia falar que reverbera porque vi alguns alunos que entraram agora contando o processo de iniciação deles, e é muito parecido com nossos processos lá atrás quando entramos. Então, estava pensando e vendo que existe meio que um padrão, digamos assim.

Pai João: É porque, como eu estava dizendo, não tem uma onda só na praia. As ondas são contínuas porque os ciclos de iniciação são contínuos, e essa mudança conceitual que nós estamos gerenciando para, cada vez mais, transformar o projeto numa escola filosófica exoconsciente tem como objetivo delinear claramente os ciclos.

Quando os ciclos são delineados claramente e recebem a devida orientação para a implementação prática na vida, o que acontece é que a pessoa sabe a hora da sua autonomia, ela sabe o momento que tem que ficar em pé na prancha. Virão outros ciclos e outras ondas, e é a mesma egrégora trabalhando. Se fosse outro grupo talvez a operação fosse um pouco diferente, mas não é uma operação diferente, são as mesmas tecnologias nessa realidade essencial.

O que nós fazemos, muitas vezes, são pequenos aparelhos, por assim dizer. O nome aparelho é ruim, porque vocês, quando nós falamos “aparelho”, pensam em uma caixa registradora, uma calculadora, uma parafusadeira e aí, quer dizer, imagina um sujeito com toda essa parafernalha? Vai parecer uma pilha de ferro velho.

Simone: Fico imaginando exatamente isso.

Pai João: Não é, absolutamente, isso. O que nós fazemos são tecnologias e aparelhos que são pacotes de informação e comandos informacionais. Esses comandos informacionais, na realidade essencial de cada um, ativam alguns genes do corpo físico. É uma coisa com consequências físicas, por isso a sensação é cabeça que pesa, mão que tomba, respiração que vai se dificultando, etc. Tudo isso é um processo de ajuste do organismo à nova realidade essencial porque o que existe mesmo é esta realidade essencial.

Quando nós falamos da realidade essencial – holográfica, por assim dizer – soa aos ouvidos que essa holografia é uma ilusão comparada com a realidade de verdade, a física. Pois isso é muito incongruente, já que a realidade física vai mostrando que não dura – vai caindo, caindo, caindo até que chega num ponto que declina e expressa finitude – mas a essencial permanece porque comunga da realidade do Todo.

Simone: Esse pacote de informações então vai nos genes. Ele está em alguma parte física, digamos assim, sistema nervoso, algum lugar físico para onde ele vai ou se espalha na corrente?

Pai João: As vibrações desse pacote de informações se irradiam célula a célula, não existe uma central. Se eu pudesse descrever, diria que entra pelas mitocôndrias, no núcleo atômico, mas é para além das mitocôndrias, é para além da estrutura celular. Elas vão do núcleo atômico para fora e vem mexendo na organização atômica, molecular e celular de todo o corpo, de passo que o ajuste no DNA é apenas uma pequena parte do processo, consequência de um plano que emerge no mais sutil. E, se eu pudesse localizar esse plano sutil, eu diria – apenas pra ficar ilustrado – que nasce na intimidade do núcleo atômico, lá no meio.

Simone: E vai reverberando paulatinamente, né? Senão a gente não aguenta, imagino.

Pai João: Tudo é diluído ao tempo. Veja, se pudéssemos dizer uma coisa, seria a seguinte: o tempo é o maior amigo da evolução do Homem. Nem todos nós podemos desfrutar dos benefícios do tempo e muitos dos que estão aqui – ou em situação um pouco inferior – anseiam pelos retardos do tempo porque compreenderam que isso é benção do Todo, do Pai de todas as coisas. O retardo do tempo é a misericórdia de Deus feito linhas de um caderno escolar, onde, linha a linha, você assimila a lição daquele momento.

Alícia: Quando você se refere a realidade essencial, é o que estamos chamando hoje de cocriação, de exoconsciência? Ou quando falamos de cocriação exoconsciente temos que trazer mais luz, mais estudo, mais conhecimento para essa realidade essencial?

General Uchôa: Olhe, minha filha, vou precisar assumir agora para lhe dizer que esse conceito de exoconsciência, importado e não importado – porque esse conceito é um híbrido de tecnologia americana e brasileira, pois que nasceu aqui também e vocês precisam se apropriar mesmo disso, dessa ideia que foi muito incubada pelo nosso projeto, pelas pesquisas de parapsicologia e tantas coisas que começamos a empreender e que agora continuam no projeto de vocês.

Pois bem, a cocriação é uma porta de entrada, de acesso à realidade essencial que nos vinha falando o Pai João. Veja bem uma coisa, quando estamos em processo cocriativo, intuitivamente começamos a mexer com nossa mente neste plano essencial, e daí o que temos dito e repetido tantas vezes, que o impacto iniciático e a constância – a consistência ao longo do tempo – ajudarão a acessar esse plano essencial e dar-lhe a forma necessária para que se realize a transformação do indivíduo e do meio onde ele está.

A cocriação exoconsciente é, sem dúvida nenhuma, uma porta de entrada – e talvez seja a grande porta de entrada para a manipulação e transformação dessa realidade essencial. Agora, se puder acrescentar ainda uma coisa, diria o seguinte: As realidades essenciais… quando se diz isso no plural parece que são vários arquivos no computador, diferentes, quando não são… Existe uma realidade essencial e existem diversos níveis de assimilação dessa realidade, pois que todas as coisas comungam no mesmo pensamento. Parece arrojado demais dizer isso, mas não estou mais do que exemplificando algo senão aquilo que vocês já sabem: o universo é todo mental. O universo não é vários pensamentos de Deus, Ele não está toda hora inventando pensamento novo. “Ah, não tenho nada que fazer, vou criar um pensamento”. “Ah, deixa eu pensar alguma coisa, vou aqui ver uma coisinha nova para pensar pra aparecer na vida deles ali”. Não, o Todo tem um único pensamento e este é extremamente complexo e avançado, pois todas as coisas são partes do mesmo pensamento.

A beleza da união, a beleza da evolução, está justamente nesse ponto onde um indivíduo que assimila melhores porções desse pensamento o manifesta cada vez mais e, por ressonância, provoca nos seus semelhantes, nos companheiros, melhor assimilação. Se pudesse dizer, é como um único computador em rede, que quando fizer seu “upgrade”, “upgradeará” todos os outros em sua volta. Percebe o que estou dizendo? Estamos todos em rede.

Alícia: Sim. Então quando falamos que exoconsciência é para seres e humanidades, deveríamos acrescentar “e o Todo”?

General Uchôa: Não. Exoconsciência é um estado dos seres criados e não do criador, é daqueles que marcham em ordem de evolução, não daquele que é a meta final de evolução. Percebe o que eu digo? Exoconsciência é caminho, não destino – embora seja muito reducionismo dizer que o Todo é destino porque o Todo é destino, é caminho, é ser – O Todo está em tudo, vocês sabem.

Larissa: Vocês podem comentar sobre algumas intervenções nos nossos corpos físicos e sutis que vêm sendo feitas?


Maria (psicofonia Mônica): É interessante como a gente segura, né, a gente desconfia… Muito bem, vamos aproveitar essa oportunidade. Se eu puder ajudar em alguma coisa estou à disposição. Estão gostando da reunião hoje?

Alícia: Qual seu nome?

Maria: Vou dizer que sou Maria.

Alícia: Muitos nomes?

Maria: Eu não me apego a isso.  Até porque, não sei se estão percebendo, tem muita gente aqui hoje. Estamos em muitos, e até existe uma certa ansiedade sobre quem vai falar, com quem vai falar,  porque, vocês sabem, a gente tem aqueles com quem temos mais proximidade, menos receio de falar. Então, se vocês quiserem…

Alícia: Você já participava das nossas mediúnicas ou acompanha alguém em especial?

Maria: Não. Estou aqui agora nesse projeto. Eu diria como aprendiz, assim como vocês também. Até me deram essa oportunidade de falar justamente por isso, porque não tive ainda essa chance. Estou aqui também testando, sabe? Como que é esse intercâmbio, como que é sentir novamente, como é estar em um ambiente mais denso, sentir tocar a mesa, perceber quem está do seu lado, entendeu? Isso também é um exercício que vocês podem fazer. Percebam agora, se quiserem podem fechar o olho ou ficar de olho aberto… Tentem perceber se veem mais alguém aqui na sala.

Adriana: Estou achando que tem técnicos lá, onde está o domo, que estão mexendo ali atrás de novo.

Alícia: Maria, quando te deram a oportunidade de se comunicar, veio à sua mente alguma mensagem especial que gostaria de nos dar?

Maria: Não. Só vim aqui com o intuito de deixá-los mais à vontade. Não tenho pretensão nenhuma aqui, mas é para soltar vocês, para vocês falarem. Quando vem alguém um pouco mais assim… de uma outra categoria, isso pode inibir um pouco. Então, se começarmos a treinar um bate-papo informal, será algo que vocês começam a falar e, de repente, já dão oportunidade para alguém entrar e falar junto. É esse o nosso objetivo, por isso estou incentivando a falarem mais.

Simone: Maria, estava conversando com a Fefa antes da reunião e estávamos pensando se haveria alguma diferença no quantum de energia se fizermos uma reunião dessa em meio à natureza, na Serra do Japi, por exemplo…

Maria: Ah, aí é diferente. Se bem que temos essa condição mental de nos conectar. Se todos pensarem agora “estamos na Serra do Japi”, é para lá que nos transportamos, entendeu? E nós também fazemos o aporte aqui de toda essa energia que está muito próxima.

Juliano: Teve uma outra vez que eles falaram que deslocam uma coluna de força da Serra pra cá.

Juliana: Eu li na transcrição da reunião de Alicante eles falando exatamente isso, que eles deslocam.

Alícia: E em uma reunião de 2017 falaram também, está no diário espiritual.

Rene: Consegue dizer de que forma esse laboratório vai se relacionar com os outros círculos de trabalho? Individualmente, os projetos do Círculo da Harmonia, Palavra, etc. Os frutos daqui?

Egrégora (psicofonia Mônica): Entendo sua preocupação, mas porque você mesmo não arrisca elaborar uma resposta?

Rene: Imagino que… Conforme formos entendendo a dinâmica, a ciência, utilizando realmente as coisas da reunião, talvez possamos ir replicando nos pequenos círculos e usando nos círculos de trabalho dentro das suas qualidades, para cada vez mais normatizar uma reunião padrão, por exemplo, simplificada. Tenho uma dúvida se isso é uma espécie de projeto piloto para transbordarmos para os outros círculos ou se é um projeto totalmente em paralelo.*

Larissa: Acho que conforme vamos entendendo as dinâmicas dessa reunião mediúnica, conseguimos passar isso para os outros alunos e os pequenos círculos, de forma que esses pequenos círculos comecem a desenvolver trabalhos de, por exemplo, cocriação artística… Essas reuniões vão acabar reduzindo a interface entre o plano espiritual e o plano físico. É isso que eu acho.

Rene: Tipo uma ferramenta.

Juliana: Eu ia perguntar sobre o objetivo desse laboratório. O que é parecido e o que é diferente de Scole? No Scole, o objetivo era provas da vida após a morte. E nesse laboratório, existe já um objetivo?

Rene: Acho que ferramenta de interface mesmo, para o desenvolvimento espiritual*.

(*em 2022 o Círculo lançou o projeto Oficina de Mediunidade, compartilhando muitos os conhecimentos vividos no LAB a partir de 2020)

Simone: Mas atrelado a efeito físico, né?

Larissa: Atrelado a efeito físico, mas além. Acho que o objetivo é Scole e além. Talvez estejamos tentando definir os limites dos objetivos deste laboratório, mas isso dependerá de nós.

Simone: E o General comentou que ocorreriam curas psíquicas aqui também.

Juliano: A partir do momento que você tem uma experiência objetiva, um efeito físico na cara, isso muda completamente a sua experiência subjetiva. Então, você imagina, será a cocriação na máxima potência. Eu vejo como grande destino desse laboratório o processo de potencializar ao máximo nossa capacidade de cocriação.


Prancheta

Egrégora: Precisam treinar um pouquinho em casa. Está difícil chegar perto de alguns.

Juliana: Você diz treinar a psicofonia? Fazer sozinha a psicofonia, tem como treinar isso?

Egrégora: Treinar sensopercepção corporal.

Juliana: Isso que ia perguntar, sobre técnicas que possamos usar no dia a dia. Por exemplo, quando vou fazer meu diário espiritual, tem algo que eu possa fazer, fora o filtro piramidal, que ajude?

Egrégora: O que pode te ajudar, e isso facilitaria no seu caso, é fazer o treinamento em pé, assim pode deixar-se envolver pela música.

Simone: Vão te colocar para dançar, Ju, certeza. Conheço esse povo!

Juliano: É “extravagant worship”, não tem confusão. (risos)

Juliana: Eu já faço intuitivamente.

Simone: Sobre o treino de escrita automática, é melhor corpo e mente juntos – ou seja, prestar atenção no braço – ou é melhor abstrair e pensar em outra coisa? Por exemplo, na música, algo fora dali?

Egrégora: Abstrair sempre.


Rene: Sobre o exercício de sensopercepção, é melhor abstrair também? Porque, por exemplo, fica arrepiando mas não evolui para nada.

Juliano: É uma coisa de etapas mesmo, Rene. Cataloga esses arrepios aí. De onde ele vem, para onde que vai, como começa…

Simone: E observar sem julgamento também, sabe? “Chegou por aqui, passou por aqui, subiu…” acompanhar sem julgamento.

Juliano: Nós criamos também a ansiedade de querer ver, de querer saber o que vai virar, para que serve, etc. Primeiro, já está arrepiando, criatura! Já evoluiu! (risos) Daí, honrando essas primeiras percepções, você começa a chegar no estado que precisa chegar de mente.


Juliana canta música (musicada por ela, com letra de Olívia)  

Olívia (psicofonia Juliana): Meus queridinhos, há muito estou tentando falar, mas essa daqui tem a mente picada por escorpião e é muito resistente.

Sei que não é fácil para nenhum de vocês porque a insegurança faz parte da característica humana que tem medo de falhar, mas aqui não é prova, não é provação espiritual, como vocês acham que é. Aqui é um espaço de troca, de crescimento e de cumplicidade.

Lembrem-se que dar o primeiro passo é sempre difícil, que sair da inércia é o momento mais difícil. Mas, depois que se sai da inércia, o próximo passo será sempre mais fácil. Por isso, confiem. Pensem que estão numa bicicleta aprendendo a pedalar e que nós estamos atrás segurando a bicicleta. Vocês não vão bater a bicicleta na parede (igual a Juliana bateu quando criança) porque aqui não tem paredes, não tem espaço, não tem tempo. Aqui só tem amor, então o que posso falar é para que foquem no amor. Aqui tem uma parede de amor, um muro de amor enorme rodeando todos vocês. Não se esqueçam nenhum segundo que vocês são amados, são queridos, são cuidados… Vocês são filhinhos amados e cuidados dessa egrégora. Confiem, nós não vamos largar a bicicleta.

Alícia: Você não vai comentar que agora entra com vinheta, trilha sonora? Cada dia mais chique essa senhora!

Olívia: Eu sou a fofa maior! (risos)


Grupo faz projeção e encaminhamento de energia de cura (conforme protocolo Scole) e encerra a reunião com oração de fechamento.

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Respostas

  1. Olá! Conheço o canal Pozati no youtube já tem bastante tempo, antes da Círculo; me afastei dos conteúdos acho que por me dedicar ao espiritismo e por experiências com ayahuasca, com a Rosacruz por períodos curtos e outras coisas como trabalho,… E agora me bateu de me inscrever na Círculo, ( o documentário sobre Jesus planetário está muito lindo, show! E a bibliografia são livros que eu gostaria de ler!) me chamou atenção aqui a parte sobre os exercícios, pra evoluir, vc`s s fazem em casa mesmo? é isso? No centro aprendi que essas experiências tem que ser no Centro pq lá tem assistência, e maquinário de proteção, pq pode acontecer de fazer em casa e algum irmão desencanado equivocado se aproveitar da situação. Seria a Egrégora que dá essa segurança nas residências de vocês? Já fiz parte do desenvolvimento mediúnico e não sabia o que pensar pra facilitar as coisas, ñ sabia se estava fazendo certo e acabei voltando minha direção mais pra o magnetismo.

    1. Olá Mariana, td bem? Seja bem-vinda novamente, em especial após tantas experiências e estudos. Sobre sua pergunta sobre as experiências mediúnicas serem apenas em local pré-determinado, se você seguir nos acompanhando vai ver que este é um tema recorrente aqui e um paradigma que o Círculo atua.

      Entendemos que somos livres pensadores espiritualizados e que a mediunidade é uma capacidade inata/orgânica do ser humano e deve ser democratizada e normalizada. Assim deverá ser no planeta de regeneração.

      Sugerimos que assista o curso aberto “Mediunidade com Autonomia”, aqui no site ou no YouTube, para entender melhor, foram 35 aulas ministradas ao longo de 2021. Deixo ainda este artigo do Juliano: https://circuloescola.com/mediunidade-um-passo-antes-da-exoconsciencia/

      abraço