A expansão da consciência, por Margarete Áquila

“Expandir a consciência exige entender conceitos e aprender ferramentas de como eu estou, onde estou e para onde quero ir ou aonde quero chegar nessa minha jornada evolutiva”, afirmou Margarete Áquila, psicanalista, com especialização em neurociência, durante a aula magna aberta do curso Autoconhecimento e Espiritualidade, que foi ao ar em 25 de janeiro, no Youtube do Círculo.  Uma aula para todos que querem conhecer a jornada do ego ao Eu Superior. 

Margarete ensinou que a maioria das pessoas está tão identificada com a voz do ego dentro da própria cabeça, que se pode dizer que esses indivíduos estão possuídos pela mente. Duas são as funções básicas da mente egóica:

  • Identificação: apegar-se ao que dá prazer;
  • Separatividade: afastar-se do que dá desprazer. 

“Com essas duas grandes funções da mente vamos criando os conflitos. Quanto mais presos estivermos ao ego, mais difícil será a vida, pois deixamos que essa parte da mente tome conta como se fossemos apenas isso. Nos últimos 150 anos, a ciência da mente evoluiu muito para entendermos o que ocorre em nosso cérebro triuno. E a neurociência, em especial, tem nos ajudado a compreender esses processos”, explicou.

Por que nossas emoções são tão importantes? 

Pesquisas já indicam que as doenças psíquicas e emocionais deverão ser as mais incapacitantes do século 21 (transtornos de ansiedade, depressão, fobias, burnout…). A sensação de falta de sentido e propósito na vida está na raiz delas, segundo Margarete, que fala de uma nova área da ciência chamada PsicoNeuroEndocrinoImunologia (PNI).

“Uma ciência com apenas 50 anos, mas o que os pesquisadores percebem é que tudo que eu penso e tudo que sinto vão gerar químicas hormonais que vão alterar meu corpo, criando doenças em todos os níveis. Tudo está ligado num sistema bem complexo, que começa no límbico, passando pelo hipotálamo, sistema nervoso autônomo, sistema endócrino e imunológico”, aponta. 

Podemos aqui elencar alguns padrões de crenças, comportamentos e doenças físicas correlatas nas pessoas:

  • Fibromialgia: tendência ao catastrofismo e vitimismo;
  • Depressão: não aceitação de si ou das situações e da vida como ela se manifesta;
  • Pânico: uma autoimagem negativa, insegurança, ansiedade;
  • Doenças autoimunes: falta de senso de EU e NÃO-EU. Inversão séria de valores e identidade.

Temos 100 milissegundos de real livre arbítrio

Esse é o tempo que, segundo pesquisas científicas, temos para questionar nossas decisões, já que, de acordo com a neurociência, quem decide qualquer coisa é o inconsciente e não o consciente.  Mas, para Margarete, já temos condições para questionar nossos pensamentos, integrar vida física e espiritual com o Eu em essência, o eu profundo.

Para isso são importantes algumas ferramentas que ajudam entender onde está sua força e enraizamento para as situações difíceis da vida. Algumas das ferramentas são: 

  • Instalar o observador interno – o Eu em essência, que consegue gerenciar a mente do ego e olhar mais profundamente a estrutura de pensamento que temos;
  • Desapego – o ego é louco para se apegar; 
  • Não julgar o tempo todo;
  • Não resistência – aceitar o que é;
  • Silêncio da mente – para aprender a trabalhar com os espaços. 

ASSISTA A ÍNTEGRA DA AULA MAGNA DISPONÍVEL NO YOUTUBE


E se quiser seguir nessa jornada o curso começa em março. Informações completas e matrículas neste link. 

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