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A simbologia de “A Última Ceia”, segundo a astrologia

A Ultima Ceia

Nesta #aulaaberta convidamos o professor, escritor e astrólogo Jaime Lauda, com mais de 30 anos de experiência para falar sobre a simbologia contida na obra “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci (1452-1519), sob a luz da astrologia. A pintura retrata a passagem bíblica que conta sobre a traição de Jesus Cristo por um dos seus discípulos. A obra foi feita na parede de uma igreja em Milão, na Itália. Com 460 por 880 cm, A Última Ceia começou a ser pintada pelo artista em 1495.

Da Vinci retratou a personalidade de cada apóstolo através dos gestos, expressões e biótipos de acordo com as características de cada signo.

Tudo na “A Última Ceia” é simbologia pura: a arquitetura, o jogo de luz e sombra, a geometria do cenário, e mesmo a posição dos apóstolos. Jesus Cristo é o Centro – da pintura, do Sistema Solar, do sistema humano – e a soma de todos. É Uno, simboliza a unidade divina no mundo.

Na tela, sua posição se dá com os braços alongados, formando um triângulo, que sugere o número 3 (Santíssima Trindade). Uma mão transmite receptividade e a outra doação. Sua figura é imponente e majestosa, mas serena e tranquila, consciente de tudo o que vai ocorrer. Linhas diagonais, se puxadas das pontas do quadro, se cruzam em sua testa, que é o centro de radiação da Luz do pensamento consciente.

De cada lado do Cristo, existem seis apóstolos – representa oposição, portanto, a complementaridade de cada signo -, divididos em quatro grupos de 3 apóstolos. O momento retratado na pintura se passa exatamente quando Cristo fala “Entre nós há um traidor”, por isso a inquietação.

Na Astrologia, a distribuição dos signos segue a sequência que vai desde Áries a Peixes. A tela também obedece a esta ordem e deve ser interpretada da direita para a esquerda.

  • ÁRIES: O primeiro signo do elemento Fogo: no corpo físico rege o crânio. Age de acordo com as conclusões da própria cabeça. Simão impõe com as mãos a diretiva a ser tomada. É o “Eu sou”.
  • TOURO: O primeiro signo do elemento Terra: representa posse, segurança, confiança, materialização e realização. A mão de Judas Tadeu está levantada em um gesto de aceitação ao comando de Áries (Simão). É o “Eu tenho”.
  • GÊMEOS: O primeiro signo do elemento Ar: voltado para o mundo das ideias, da comunicação e do intelecto. É um signo de transição: Mateus se movimenta com o rosto para um lado, em direção a Simão, e com os braços para outro, voltados a Cristo. É o “Eu penso”.
  • CÂNCER: O primeiro signo do elemento Água: simboliza sensibilidade, proteção e ternura. Felipe interioriza as emoções com as mãos, como se dissesse ao Cristo “Eu não sou o traidor, confie em mim”. É o “Eu sinto”.
  • LEÃO: Expansivo e criativo, Leão nasceu para vencer. O gesto largo de Tiago Menor tenta atingir tudo à sua volta. É o “Eu quero”.
  • VIRGEM: Minucioso, preocupado e perfeccionista. A ansiedade e a inquietação de Tomé transparecem em seu rosto a procura do saber. É o “Eu analiso”.
  • LIBRA: Colaborador e coordenador, Libra busca a harmonia e a justiça dentro da coletividade da diplomacia. João é aquele que medita e mede atitudes e consequências, simbolizado pelas mãos entrelaçadas e por sua feição. É o “Eu pondero”.
  • ESCORPIÃO: Signo da transformação da matéria para a libertação do espírito. Judas Iscariotes, com uma das mãos mostra sua decisão e com a outra, segura o saco de dinheiro. Foi organizador da comunidade dos apóstolos, visto por Cristo como um grande administrador. É o “Eu desejo”.
  • SAGITÁRIO: Signo da lei, da religião e da filosofia. Gosta da contemplação. Pedro, com a faca na mão, representa a fera do homem, e com o dedo apontado para Cristo, simboliza o animal humano em busca do Divino. É o “Eu observo”.
  • CAPRICÓRNIO: Ambição, persistência lenta e determinada. As mãos juntas de André transmitem um frio “longe de mim” para a acusação. É o “Eu faço”.
  • AQUÁRIO: É a eletricidade cósmica, a liberdade. Sua capacidade de saber tudo antes o coloca à frente de seu tempo. Tiago Maior forma sua ideia própria, mas a mão nas costas de Pedro é como se perguntasse o que este acha. É o “Eu sei”.
  • PEIXES: Seu símbolo demonstra a síntese da essência da vida: se fecha num círculo mostrando que não há princípio nem fim, somente o ponto central iluminado. A calma e compreensão de Bartolomeu está em seu rosto, e sua visão da mesa procura sentir e imaginar a razão de tudo e de todos. É o “Eu creio”.

No alvorecer da Era de Aquário, quando o homem procura o espaço exterior – o cósmico, e o interior – a consciência, saber ver a “Última Ceia” é alimentar a nossa compreensão de ver, nos opostos, os nossos complementos como Lei Universal na busca do equilíbrio e da harmonia.


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