Assim como as plantinhas, são também os seres humanos

Quando a semente cai no solo, nós não temos certeza se ela vai germinar, porque isso vai depender do solo onde ela cairá, depende das condições. Depende do clima. Depende de cuidados externos. Porém, o potencial está ali, latente. 

E uma vez que essa pequena semente sente nela a umidade necessária, a pressão, a temperatura, ela acredita e começa a se expandir. É claro que apesar de estar tudo programado geneticamente para o sucesso, dificuldades aparecerão. Ela vai precisar de esforço próprio para continuar lutando e acreditando, e utilizando da melhor maneira cada gotinha de água que ali aparecer. 

E numa mistura alquímica dos elementos presentes ali naquele local, ela começa enfim a desabrochar, a crescer. É um processo lento e contínuo, mas que vai acontecendo por forças externas e internas. E o milagre da vida, então, se mostra aos olhos dos incrédulos, aos olhos daqueles que passam sem notar, mas que são dirigidos naquele momento, para, quem sabe, olhando aquela pequena porção de vida, possam de alguma maneira se sensibilizar ou, então, se questionar de algo maior. 

Assim como as plantinhas, são também os seres humanos, que já um pouco mais evoluídos crescem num ambiente familiar, recebem o colo, recebem a amamentação, porque seres humanos precisam de seres humanos. O milagre da vida se dá numa esfera ainda maior, e o que vem sendo realizado há milhares de anos, começa a se aprimorar no sentido de que consciências mais despertas estão participando ativamente desse processo. 

O que outrora era apenas algo automático, inerente à natureza humana, ou à natureza do planeta, hoje se torna um ato mais consciente – ou melhor ainda dizendo, Exoconsciente – nos trilhos do que podemos chamar de Nova Terra, onde ganhamos patamares mais elevados no agir, no sentir, no criar e no cocriar. 

Estamos aqui participando da semente de um projeto que tem um futuro grandioso. Muitas vezes envolvidos no dia a dia, fazendo a plantinha crescer, não temos noção da árvore frondosa com raízes milenares que um dia virá a ter. Durante o processo não temos – e não paramos para pensar – a noção da passagem do tempo. 

Porém, quando olhamos para trás vemos o quanto já caminhamos. Ainda que numa trajetória infinitamente pequena daquilo que miramos chegar. Isso tudo nos dá esperança, conforto, alento, dignidade, pertencimento, estrutura, coragem, nos enche de um propósito, de uma força maior, porque depende também da nossa participação, do nosso querer, da nossa intenção, de colocar-nos à disposição de aprender, aprimorar, caminhar passo a passo. Porém, precisamos desse esforço de levantar o pé e dar o próximo passo, isso depende de nós, de cada um de nós. 

Mas a boa notícia é que estamos em círculo, estamos em grupo, estamos pertencentes a uma causa, onde o tropeço de um é sustentado pelo braço do outro; e os braços entrelaçados formam a estrutura rígida, mas maleável, da qual podemos nos apoiar, da qual podemos nos encorajar e dizer alegremente sim, eu pertenço sim, eu quero fazer, eu quero ser alguém ali também. 

Não somos e não precisamos ser especiais, mas precisamos nos sentir especiais dentro desse contexto de semente, de vida latente dentro de nós, porque quando percebemos o quão especial é ser assim, nós auxiliamos o desabrochar, cuidamos porque tem sim importância, cuidamos porque vemos que o Todo, o grande quebra-cabeça, precisa de cada pecinha em seu lugar, cumprindo com o seu propósito, com o seu colorido, com a sua imagem individualizada, que somada às demais dará a grande paisagem, a grande diferença, sem nenhuma pecinha perdida. 

Que essa mensagem singela reverbere em seus corações, fazendo repercutir outras imagens, outras ideias que os fortaleça e que de volta diga a vocês que confiem, acreditem e se encham de força, de alegria e de fé, porque contamos com cada um de vocês. Um grande e afetuoso abraço, e um beijo na testa de cada um.

Mensagem recebida via psicofonia por Mônica Bueno em reunião mediúnica dia 15/12/2021,  assinada pela Egrégora do Círculo.

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