fbpx

Como nasceu o Acervo General Uchôa

Ufologia, parapsicologia e ciência preservadas para as proximas gerações

Como anunciado na aula aberta do Juliano Pozati, “A Semente da Exoconsciência no Brasil”, o Círculo deu início ao projeto de divulgação do Acervo do General Uchôa, o general das estrelas. Um compromisso assumido com a família Uchôa, que confiou, aos cuidados da escola, documentos pessoais do General Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa (1906-1996), ufólogo e parapsicólogo, que deixou extenso material de suas pesquisas e contatos. Gen. Uchôa, mentor espiritual do Círculo, também foi engenheiro geógrafo e civil, oficial de engenharia do Exército Brasileiro e professor de cálculo vetorial e mecânica racional.

Desde 2016 o Círculo vem trabalhando com esse material num processo de catalogação. Os primeiros documentos a virem a público foram algumas palestras em fitas K7, que foram restauradas, digitalizadas e seu áudio transcrito. O material foi disponibilizado aos alunos do curso de Iniciação à Exocosciência do Círculo. Mas, chegou a hora de um mergulho mais profundo nesse legado que é um marco na ufologia espiritualista e parapsicologia brasileira.

Conservação e gestão de documentos

O processo de criação de um acervo é longo e com muitas etapas para que um documento chegue ao público com qualidade e os originais sejam preservados. O Projeto Acervo do General Uchôa visa dar acesso público ao legado do General, preservando sua memória e estudos para as gerações futuras. São palestras, áudios de vigílias ufológicas, registros e documentos pessoais de participação em eventos, recortes de entrevistas para jornais, manuscritos, psicografias, desenhos etc…

Crachá do General Uchôa como conferencista do Primeiro Simpósio Brasileiro de Ufologia Mística em janeiro de 1980 na cidade de Petropolis (RJ).

 

No momento, o Círculo conta com o trabalho da Historiadora e Técnica em Acervo, Juliana Rissardi da Costa, que está à frente desse projeto, junto com a equipe do Círculo e alunos voluntários. Para dar transparência a esse processo, pedimos para Juliana explicar todo o caminho de um único documento de um acervo até chegar ao público.

Um acervo, passo a passo

“A importância da conservação e gestão desses documentos é manter a memória do General, que acumulou grande massa documental de estudos na área científica, ufológica, parapsicológica,  etc. e, por fim, tornar essa documentação organizada e disponível para difusão e pesquisa. Através dessa gestão é que o trabalho final do pesquisador, do produtor de aula, filme ou apenas estudioso do assunto, se torna prático e viável, por saber exatamente o que encontrar e como encontrar, além do valor documental, claro”, explica Juliana.

Ela destaca aqui algumas etapas gerais do trabalho.

1) Reconhecimento do acervo físico

“Começamos por pensar onde o documento será guardado, o tipo de material em que o acervo será acondicionado (pastas, caixas), iluminação, temperatura e umidade. As pastas, por exemplo, não podem conter metal em nenhuma parte, pois, se enferruja, causa ferrugem também no documento, deixando-o em estado frágil. Ainda é preciso pensar em todos os riscos possíveis de alagamento e /ou deterioração.

Depois de pensar no local, devemos averiguar aproximadamente a quantidade de documentos a ser trabalhando, pois só assim podemos ter uma estimativa do espaço necessário e tempo de trabalho. Tudo isso vai se modificando conforme o trabalho se inicia, pois vamos “descobrindo” documentações com necessidades diferentes.”

2) Higienização e acondicionamento

“Precisa ter um local limpo e claro, para que se possa ver a sujeira retirada. Deve-se usar EPI’s (equipamentos de proteção), para que o documento seja protegido de gordura ou sujeira nas mãos, saliva, etc, além de evitar que o profissional inale poeira antiga, veneno (era muito comum se utilizar deste recurso para evitar insetos como traças ou pequenos roedores para proteger os livros e documentos), insetos etc… Os EPIs são máscaras, luvas, jalecos, óculos de proteção e toucas.

Para a limpeza usamos trinchas (tipo de pincel), bisturis para raspagem da ferrugem, pó de borracha, que retira o amarelamento de algumas páginas, extrator de grampos e pinças. Quando possui fita adesiva antiga, é retirado ou raspado se não houver danos ao documento. Alguns são muito frágeis e não têm como retirar sem passar por uma restauração. Quando o documento está rasgado, podemos colar com papel japonês ou uma fita específica que contém cola especial para arquivo.”

3) Descrição e tipologia em planilha – Catalogação

O documento recebe um número que pode ser criado de várias formas, e tudo vai depender da quantidade de documentos. Essa numeração é a mesma que vai na planilha, na pasta em que será guardado fisicamente e em seu documento digital, o que possibilita localizar ele facilmente após a descrição.”

4) Transcrição

“Descrevo na planilha que tipo de documento é, assunto, data da sua elaboração ou contexto, título, contexto da situação, seu suporte e estado de conservação. Por fim, insiro em uma planilha um link que dá acesso diretamente ao documento de forma digital.”

5) Digitalização

“Digitalizo documento por documento, na melhor qualidade possível, nomeio ele com a mesma notação da planilha, faço o upload na nuvem do círculo com seus diretórios específicos e relaciono-os com a catalogação.”

6) Disponibilização ao acesso para estudo e pesquisa

“Aqui é o momento em que os documentos são publicados no site do Círculo, na página Acervo do General Uchôa, visto que esse é um arquivo disponibilizado de forma digital.”

Acesse o Acervo do General Uchôa e aguarde as próximas matérias em que iremos destacando alguns documentos que revelam a grandiosidade desse legado.

FOTOS DO TRABALHO DE HIGIENIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO DOS DOCUMENTOS

Artigos relacionados

Respostas