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Como os aromas afetam corpo e mente?

aromaterapia

Na Série Terapias Integrativas dessa semana o tema é Aromaterapia. O olfato vem sendo um dos sentidos mais estudados no mundo nas últimas décadas. As sensações que diferentes aromas produzem e as reações provocadas nos seres humanos estão cada vez mais claras. Até o varejo já descobriu as vantagens do marketing olfativo para provocar impulsos nos seus consumidores.

Os poderes curativos dos aromas são utilizados e estudados desde o início da civilização humana. Os egípcios usavam óleos essenciais durante o processo de mumificação e em cerimônias de celebração. O termo Aromaterapia foi introduzido no mundo pelo francês René Maurice Gattefossé. Considerado o pai da aromaterapia, ele publicou, em 1922, o artigo:  “O Valor Medicinal dos Óleos Essenciais” e, na década de 1930, relatou:

“Na minha experiência pessoal, depois de uma explosão no laboratório ter me coberto com substâncias inflamáveis que eu extingui rolando na grama, minhas mãos estavam cobertas por uma gangrena gasosa em rápido desenvolvimento. Apenas um enxágue com óleo essencial de Lavanda interrompeu a gaseificação do tecido. Este tratamento foi seguido por uma transpiração profunda e a cura começou no dia seguinte.”

No Brasil, Fábián László, uma das referências em aromaterapia, afirma que nos últimos anos ocorreu uma explosão mundial no comércio e utilização de óleos essenciais como prática integrativa. Segundo ele, em 2019, esse mercado movimentou mais de US$ 1 bilhão de dólares em todo o mundo. Contribuem para isso as baixíssimas taxas de toxicidade e efeitos colaterais dos óleos essenciais no tratamento de questões de saúde.

Como é a ação de um aroma?

Ao receber um estímulo olfativo de óleos essenciais, as células receptoras do nariz transmitem um sinal para a parte límbica do cérebro e hipotálamo. Esse estímulo provoca uma resposta no cérebro, que libera mensageiros neurais – como serotonina, endorfina, noradrenalina, entre outros – proporcionando sensação agradável, calmante ou estimulante, de acordo com o aroma utilizado.

Estudos já mostram os efeitos dos aromas no cérebro e nas emoções humanas, com benefícios no humor, no estado de alerta e no estresse mental. Muitos fatores contribuem para a eficácia do tratamento aromaterápico: a qualidade dos óleos essenciais; os métodos de aplicação; o conhecimento do aromaterapeuta e as diversas precauções a serem tomadas.

O poder dos óleos essenciais naturais está em sua energia vital, apenas encontrada em matéria viva. Portanto, os óleos sintéticos podem ser muito semelhantes aos naturais quanto ao seu odor, mas não possuem propriedades terapêuticas.

Aplicação dos óleos

Os métodos de aplicação mais comuns na prática da aromaterapia são: pulverização e difusão aérea, inalação, compressas, banhos e massagens. Esta terapia se vale dos poderes dos óleos essenciais para predispor à prevenção, à cura e ao equilíbrio psicossomático.

Alguns óleos não podem ser consumidos ou aplicados direto da pele, por exemplo, sem o devido preparo e orientação. Para um tratamento correto com óleos essenciais busque um profissional formado em aromaterapia.

No Brasil, os óleos essenciais mais utilizados são oriundos de plantas que certamente você conhece e até usa de outras formas: Lavanda; Alecrim; Melaleuca; Limão; Hortelã-pimenta; Eucalipto; Cravo-da-índia; Camomila; Franquincenso; Mirra; Toranja; Orégano e Gengibre.

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