Ecossocialismo: a ecologia no centro das decisões

Nos últimos dois artigos falei um pouco sobre como a ecologia é um dos pressupostos da Transição Planetária, afinal, é sensato considerar que não existe planeta B para os terráqueos, esta é a nossa casa e se ela irá sofrer uma transição, isso é bônus, ponto.

Já é possível verificar as consequências da nossa falta de responsabilidade com o planeta, aquecimento global, enchentes, estações do ano imprevisíveis, fome, mudanças climáticas, etc. Está faltando empatia e ecologia. Tudo isso é reflexo do nosso atual sistema econômico, que é incompatível com o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade social. É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do nosso estilo de vida predatório, focado na acumulação excessiva e nas desigualdades.

Desde a década de 1970 já existem pessoas que estão trilhando o caminho do despertar da consciência ecológica. Nos últimos dez anos, o assunto ganhou cada vez mais espaço e algumas vertentes são pauta nas discussões. Como eu disse no fim do primeiro artigo, gostaria de apresentar a vocês um conceito que me identifico: o ecossocialismo.

Algumas pessoas podem torcer o nariz ao ler ou ouvir essa palavra, mas é impossível negar que é uma proposta de transição para uma sociedade mais humana e fraterna. Michael Löwy, um dos pensadores mais famosos deste movimento, caracteriza o ecossocialismo como uma alternativa anticapitalista que integra conhecimentos de uma teoria econômica socialista popular, elementos fundamentais da ecologia e tradições indígenas da América Latina, como o Bem-Viver.

A intenção é fomentar uma transformação qualitativa do desenvolvimento econômico, evitando desperdícios de recursos, baseados na alta lucratividade, e orientando a produção no sentido da satisfação das necessidades autênticas da sociedade.

É sobre entender quem somos e o que realmente precisamos. É a ecologia no centro da tomada de decisões.

Deixo claro aqui que minha intenção não é doutrinar alguém, apenas abrir a discussão e mostrar um outro ponto de vista, porque, afinal, esta é uma escola filosófica. Não existe certo ou errado. E como dica de leitura, trago o livro “Tudo pode mudar. Capitalismo vs. clima” (2016), de Naomi Klein, um pouco mais denso, porém muito elucidador.

O Ecossocialismo é apenas uma proposta que pode ser uma alternativa sustentável rumo à Nova Terra. Se queremos ser agentes de transformação para elevar a vibração e o modo de vida neste planeta, então é necessário repensar e conhecer outras alternativas. Não podemos nos fechar no que está limitado à nossa atual realidade porque a vida é ritmo.

Por fim, recentemente, o Canal do Pava – que provavelmente muitos de vocês devem conhecer – trouxe uma conversa com o astrólogo e numerólogo Maurício Bakkar Reckers sobre a simbologia das datas 20/02/2022 e 22/02/2022. Veja se não se conecta com o nosso assunto:

O número 2 simboliza uma energia feminina de receptividade a energias espirituais que o coração canaliza, nos ajudando a compreender polaridades. Além disso, para algumas tradições o planeta Terra possui características femininas, portanto, é um planeta feminino. Ou seja, na visão do especialista, estes são tempos para nos conectarmos com o espírito da Terra, estando receptivo com aquilo que ele nos pede: atitude evolutiva, rumo a uma realidade mais harmônica.

Seja qual for a sua opinião, obrigada por ler e acompanhar essa série de artigos sobre transição planetária e ecologia. Espero ter contribuído com a sua expansão de consciência! Até a próxima.

abraço
Ana Carolinna Gimenez


Leia os dois artigos anteriores dessa breve série:

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Respostas

  1. Gostei dos artigos. Conscientização é o primeiro passo depois a consciência começa a nos perturbar até iniciarmos as mudanças aos poucos.
    Obrigado pelos livros indicados.
    Parabéns!