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Felipe Ispério: Essencialmente sobre Amor

Cantor e compositor lançou seu primeiro single “O Amor que cria a gente” nas plataformas digitais

“Buscava um jeito de criar o amor até que pude entender que o amor que cria a gente…” Apenas essa frase da música “O Amor que cria a gente”, lançada em agosto por Felipe Ispério mostra como o simples pode ser profundo. O paulistano formado em Educação Física vem desde 2018 encontrando na música muitas inspirações e respostas para sua vida. Foi nesse mesmo ano que nasceu a canção, agora lançada em todas as plataformas digitais de streaming.

Quem assistiu ao III Congresso do Círculo, já teve a oportunidade de ver Felipe tocando e cantando. Agora, todos podem apreciar e apoiar a música que é pura sensibilidade. Nesta entrevista conheça um pouco mais do “menino sorriso”, como é carinhosamente chamado, sua trajetória, processo artístico e espiritualidade.

Para Felipe, cantar e compor são hoje a forma de viver e onde encontrou simplicidade e leveza.

“Quando componho estou colocando em palavras e melodia tudo o que sinto, cada uma das minhas experiências e, como acredito, estou sendo canal para que algo surja através de mim. Ao cantar, dou vida para isso e posso compartilhar a mensagem com outras pessoas. Me sinto muito privilegiado e honrado em poder fazer isso”, afirma.

Para ouvir O Amor que cria a gente no Spotify:
Siga Felipe no Instagram @felipeisperio e YouTube


CÍRCULO – Quem é Felipe Ispério?

FELIPE – Tem sido cada vez mais difícil e paradoxalmente mais fácil falar sobre “quem é o Felipe”. Ele muda a todo instante (rsrs). Mas a história que costumo contar é que nasci numa madrugada de sexta-feira, dia 27 de dezembro de 1991. Cresci na zona norte de São Paulo, onde moro até hoje. Há alguns anos venho conscientemente tentando viver de forma cada vez mais simples e leve. Estou sempre rindo (ou quase sempre). O sorriso é minha marca registrada. Amo a vida e acredito que absolutamente tudo nela é parte de um grande espetáculo do qual faço parte. E nesse momento do show, estou compondo e cantando essencialmente sobre Amor.

CÍRCULO – Como a música surgiu na sua vida?

FELIPE – É tudo bem recente. Até os 19 anos de idade eu só cantava no chuveiro e em festas de aniversário na hora do “parabéns” (haha). Nessa época, minha relação com a música começou a mudar quando tive meu primeiro instrumento: um cavaquinho.

Fiquei durante anos tocando e compondo (samba/pagode) apenas por hobby. Somente em 2019 comecei a cogitar a possibilidade de usar a música como profissão, quando conheci a cantora Gaby, com quem tive um relacionamento e um projeto musical. No ano seguinte nos lançamos como profissionais da música.

Antes disso, comecei a trabalhar aos 16 anos, numa estamparia, estive no Exército, trabalhei em escritório, concluí a faculdade de licenciatura e bacharelado em Educação Física, fui instrutor de academia, preparador físico de time de futebol e, o último, foi técnico de laboratório numa Universidade particular.

CÍRCULO – Como você se define musicalmente?

FELIPE – Me identifico bastante com artistas do Pop e da MPB, mas ainda não consegui encontrar essa definição sobre mim. Estou musicalmente aberto. Tenho músicas lentas e mais agitadas, românticas e filosóficas, formais e cheias de gírias, com ritmos e estilos variados, do samba ao rock… Independentemente de como seja, componho e canto sobre tudo aquilo que ressoa comigo.

CÍRCULO – Como chegam as inspirações para compor?

FELIPE – As inspirações acontecem quando menos espero. Uma palavra, um som, uma imagem, uma cena, uma história, pensamentos, sentimentos… Tudo pode servir de gatilho pra que uma composição aconteça. Vou contar sobre uma… Um dia estava sozinho num parque tocando violão quando vi um casal sentado num banco. Fiquei olhando para eles imaginando o que estariam conversando e comecei a escrever. Fiz os primeiros versos e depois, para continuar a letra, ficava visualizando os dois. Assim nasceu a música “Seu par”.


CÍRCULO – Como foi o momento da composição de “O amor que cria a gente”?

FELIPE – Sempre questionava muitas coisas e as ideias que eu já havia escutado sobre “amor”, não faziam muito sentido pra mim. Parecia muito pequeno, muito limitado. Para mim o amor tinha de ser algo muito maior. Então tentei descobrir e responder a mim mesmo “o que é o amor”?

Dessa pergunta surgiu a frase “o amor é o que faz a gente”, que era a compreensão que eu tinha sobre amor naquele momento (2018). Como a frase “fazer amor” poderia ser associada a sexo (e não era a intenção naquele contexto), substituí a palavra “fazer” por “criar”. Então surgiu última frase do refrão: “buscava um jeito de criar o amor até que pude entender que o amor que cria a gente”. Depois disso tentei, de forma poética e mais clara possível, falar sobre esse Amor que é a fonte de tudo.

CÍRCULO – Quem são as pessoas envolvidas na música com você?

FELIPE – Esse trabalho teve um processo bem longo e contou com a participação de muitas pessoas maravilhosas. Começou com a Gaby, que me ajudou a criar a melodia da versão que foi lançada. Depois, teve a contribuição do produtor musical Gus (Green House Studio) com a parte de gravações e arranjos. Tive comigo o amigo e produtor Bruno Justi (Bee my Ears), que também tocou, fez os arranjos e produziu todo o trabalho. Ele quem criou a “cara” dessa versão.

A artista Luiza Caspary dividiu voz comigo. O músico e técnico de som Luciano Lobato cedeu o estúdio e fez a captação das últimas etapas de gravações das vozes. Nos ajustes finais, Marko Fazio fez a mixagem e Jean-Marc Boulier fez a masterização do som. Por fim, a capa do single foi feita pelo designer e músico Leonardo Trujillo.

CÍRCULO – Sente que já viveu algum despertar espiritual ou ampliação da consciência?

FELIPE – Acredito que todos estamos num constante movimento de expansão consciencial. Para mim essa percepção aconteceu em 2017, após enfrentar alguns meses de depressão. Já estava recuperado e bem quando participei de uma vivência que foi o meu “despertar”. Eu realmente fiquei com a sensação de que havia acabado de acordar. Ali nascia um novo Felipe.

Desde então, cada vez mais consciente, tenho percebido a dissolução de um “eu” separado do todo. E, ultimamente, é exatamente isso que tenho espalhado através das músicas que entrego às pessoas.

Felipe na gravação do III Congresso do Círculo, cantando com Juliana Milet.


CÍRCULO – Como se conectou com o Círculo?

FELIPE – Conheci e me conectei com o Juliano Pozati por conta da música. Estávamos participando de um encontro onde apresentei algumas de minhas composições. Depois de ouvi-las, dias após o evento, ele fez contato comigo. Achei (e continuo achando) simplesmente fantástica a proposta do Círculo enquanto escola. É exatamente como eu enxergo as escolas da Nova Era, uma junção de tudo que há de mais valioso. A filosofia, a ciência e a espiritualidade se complementando e sendo base para construção de ideias, para viver melhor! Isso vai transformar a humanidade. Isso é o novo mundo.

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