Helena Blavatsky e o Acervo do General Uchôa

Helena Blavatsky, fundadora do Sociedade Teosófica.

Uma mulher que no século XIX viajou sozinha por todos os continentes do mundo e recebeu ensinamentos de mestres no Tibet. Essa foi Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), ou apenas H.P.B, nascida na Rússia (hoje Ucrânia) e fundadora da Sociedade Teosófica, em 1875, nos Estados Unidos. Sem dúvida, o grande nome do ocultismo do século XIX, que por seus poderes paranormais e vida incomum para uma mulher de sua época sofreu forte contestação, tendo sua obra reconhecida apenas quase um século após seu desencarne.

Conforme Sylvia Cranston, biógrafa de Blavastky, antes mesmo de completar 20 anos, H.P.B conheceu seu mestre, na cidade de Londres. Mestre Morya lhe perguntou se aceitava a missão de deixar o legado da Teosofia. O momento e as orientações do mestre são descritos no primeiro volume de A Doutrina Secreta, uma de suas obras, como podemos ler nesse trecho:  

“Em 1851 Helena, agora Senhora Blavatsky ou H.P.B., teve o seu primeiro encontro físico com o Mestre, o Irmão Mais Velho ou Adepto, que fora sempre o seu protetor e a havia preservado de sérios perigos em suas irrequietas travessuras da infância. A partir desse momento, passou ela a ser a sua fiel discípula, obedecendo-lhe inteiramente à influência e diretiva. Sob a orientação do Mestre, aprendeu a controlar e dirigir as forças a que estava submetida em razão de sua natureza excepcional. Essa orientação conduziu-a através de várias e extraordinárias experiências nos domínios da magia e do ocultismo. Aprendeu a receber mensagens dos Mestres e a transmiti-las aos seus destinatários e a enfrentar valentemente todos os riscos e incompreensões no seu caminho.” 

No Acervo do General Uchôa encontramos citações sobre Blavatsky e em especial dos estudos da Teosofia, tema ao qual o General tinha profundo respeito, estudo e até ministrava palestras. Quem acompanha vida e obra do General também sabe que Morya também era seu Mestre, tendo aparecido para ele pela primeira vez em 1968, na fazenda de Alexânia (GO), e falado sobre a missão de pesquisar e divulgar os fenômenos no local, depois relatados em seu livro “Mergulho no Hiperespaço”.  

Em um trecho de áudio do StarTape Project, podemos ouvir sua opinião sobre o tamanho do legado deixado por H.P.B para a humanidade:

Porque a Blavatsky, ou se estuda e faz um curso de 20, 50 anos… um curso de 50 anos pra ler Blavatsky e A Doutrina Secreta, olha… e depois de 50 anos, ainda dá pra estudar daqui 500 anos muita coisa que não se estudou nos 50, entendeu? Ou então é só pra fazer um farolzinho…”

ACESSE A PALESTRA COMPLETA NO STARTAPE PROJECT 

Neste documento de cinco páginas podemos ver anotações de próprio punho do General de uma palestra sobre Teosofia que proferiu na Associação Morya, fundada por ele.

Aqui pode-se observar um cartaz divulgando palestra dele sobre o tema como convidado da Aliança Francesa.

E neste trecho da biografia do General, “Uma Busca da Verdade”, último livro escrito por ele, vemos a confirmação de seu gosto pela Teosofia:

“Fundamenta-se ainda a Teoria que apresento, em longos estudos de Teosofia, bem assim em contínuas oportunidades de contatos interplanetárias. Nesses contatos, instruções, nitidamente racionais, me foram passadas, com o objetivo de pesquisa de seres evidentemente não humanos, extraterrestres, em observações e experiência largamente testemunhadas, com esclarecimentos comprovadores do ensino teosófico, infelizmente até agora, nada valorizado divulgado, apesar de oficialmente apresentado desde 1875, em Nova Iorque, por Helena Petrovna Blavatsky.”

Nos poucos registros em vídeo do General, encontramos, no YouTube, trecho de programa da TV Brasília, em que ele foi entrevistado e comenta sobre o ainda escasso conhecimento da humanidade sobre H.P.B e a Teosofia.

Uma das obras mais conhecidas de Blavatsky, e que recentemente foi transformada em um monólogo teatral no Brasil, é “A Voz do Silêncio”, publicada originalmente em 1889, com ensinamentos do Livro dos Preceitos Áureos, da Filosofia Tibetana, resultado de seu período vivendo no Tibete. Sabe-se que tudo que ela escreveu sobre esse período nos Himalaias foi memorizado, já que não era permitido copiar nada das escrituras sagradas.

Seguindo nossa trilha sobre ocultismo, no próximo texto vamos falar de Charles Webster Leadbeater, considerado um dos grandes ocultistas do século XX, que também possui referências no Acervo.

Acesse aqui a íntegra do Projeto Acervo do General Uchôa, um compromisso assumido pelo Círculo com a família Uchôa, que confiou aos cuidados da escola documentos pessoais do General. O acervo conta com entrevistas para imprensa, recortes de jornal, psicografias, áudios, desenhos etc…num trabalho vivo que está sendo desenvolvido e disponibilizado pelo Círculo.


Seguimos a cada semana revelando um pouco do que vamos descobrindo no Acervo. Leia também:

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