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Larissa Borges: Ciência e espiritualidade cruzando caminhos

Uma cientista espiritualista, Dra. Larissa Borges, Farmacêutica, Mestre e Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos, vive isso na prática. Ela é uma das palestrantes convidadas do III Congresso do Circulo, que acontece online em 3 de julho, e vai falar sobre “Manual do Laboratório Exoconsciente”.

Isso porque, se por um lado ela trabalha com a mais pura ciência, desenvolvendo pesticidas biológicos que não utilizam químicos persistentes; por outro, ela é aluna do Circulo desde o início, teve um despertar espiritual em 2015 e faz parte da equipe do Laboratório Exoconsciente do Circulo, que tem encontros semanais com a egrégora. E, não menos importante, ela ainda é mãe do Samuel, de 1 ano, e esposa do Rene. Conheça um pouco da trajetória dessa cientista espiritualista.

CÍRCULO – Como foi para você se descobrir uma cientista espiritualista?

Larissa Borges – Eu não era espiritualista, venho trilhando uma carreira acadêmica, sempre baseada em evidências, mas o fato é que complementa muito. Tive um despertar muito grande em 2015 e consegui entender que temos um papel de observação de tudo que nos cerca, não só o mundo dos espíritos, mas a natureza, e que somos responsáveis por essa cadeia. Esse despertar me trouxe um senso de ver que, como cientista, estava num trabalho de cooperação. Às vezes os cientistas têm certo pânico da descoberta, pois nem sempre os resultados são positivos, e fica aquela ansiedade de publicar e produzir. E depois do meu despertar isso suavizou muito. Consegui alinhar meu papel na questão da inovação científica, aliada a realização do bem maior.

Embora seja um trabalho muito introspectivo, eu e meus tubos de ensaio, não estou sozinha, pois sou o braço atuante de algo bem maior.

As ideias que fluem através de mim não são minhas, e isso é ótimo, porque eu não sinto mais aquela pressão de ter que descobrir algo extraordinário, de que as descobertas tem que ter meu nome, não, as ideias estão no conteúdo universal e eu só estou ajudando a trazer. Essa foi a maior revelação para mim como cientista.

CIRCULO – E sobre levar a sua espiritualidade para a prática, dentro do laboratório?

Larissa Borges – A gente sabe o que nos dá prazer e o que a gente é bom em fazer. Tem gente que nasceu para jogar futebol, por exemplo, e a expressão maior daquele ser é fazer isso. A expressão maior do meu ser é fazer pesquisa, dar aula e falar sobre ciência. Cada vez que leio um livro e começo a associar ideias, me sinto mais próxima do divino. Esses são meus movimentos de conexão maior. Quando a gente faz o que gosta é o contato mais próximo com a espiritualidade. Precisamos entender que cada um tem um papel. E, como aprendemos no Círculo, a sua bússola interna é o seu prazer, é o que você acorda de manhã e tem vontade de fazer. Eu acordo e tenho vontade de botar o jaleco e ir para o laboratório.

Larissa ( ao centro) e o marido Rene (a direita) no Congresso Data Limite, do Círculo, em julho de 2019.

CIRCULO – Sobre o novo jeito de aprender e fazer ciência, você percebe que a há uma geração para quem o velho jeito de estruturar conhecimento não vai mais funcionar?

Larissa Borges – Sim, não vai mais funcionar, e graças a Deus! Porque estamos produzindo uma geração de deprimidos porque não se realizam. A tal “estabilidade na vida” pode custar caro. Você chega aos seus 30, 40, 50 anos, se vê “estruturado” com carro, casa, filhos, mas e dai? Quem sou eu de verdade além de tudo isso? Dai vai para a terapia e passa o resto da vida tentando tirar todas as camadas de hipocrisia e o tempo que você passou ignorando o que você verdadeiramente é. Mas essa nova geração já vem com um senso de resolução de fábrica. Estou com um filho de um ano e ele está me ensinando muito.

CIRCULO – Do ponto de vista cientifico como você vê a cocriação exoconsciente como uma fermenta útil para uma nova sociedade?

Larissa Borges – A física quântica já mostra que influenciamos a matéria. Desde 1920 tivemos um fluxo de mentes brilhantes que trouxeram um conhecimento que já era para estar mais disseminado. Ramos da física aceitam que com os nosso pensamento e o poder do observador somos cocriadores.

A cada emoção, cocriamos a nossa realidade. Então a biologia, medicina e tudo que deriva dos conceitos físicos estão atrasados, pois não aceitaram que nossa vontade consegue interagir com a matéria. Acho que internamente nós já sabemos disso, pois sendo parte do todo, a gente nunca está 100% desconectado.

A questão da cocriação exoconsciente traz um senso de responsabilidade muito grande. E temos alguns problemas com essa palavra na sociedade, de falta de responsabilidade, seja com nossa própria saúde, criação dos filhos, com o que consumimos, com o ambiente. E na cocriação exoconsciecnte, sabendo que a gente age na matéria, traz uma vontade de ser mais responsável.

Por outro lado, ampliamos muito a área de desenvolvimento pessoal, seja com a eliminação de crenças negativas, surgiram muitas técnicas e profissionais atuando nesse sentido, tudo isso não é por acaso, porque, de certa forma, todo treinamento que a gente faz que aparentemente não a ver com a espiritualidade, nos traz o senso de que somos responsáveis pelo que geramos na vida.

Acho que é um mecanismo das realidades que regem os outros planos começar a inserir isso em nosso campo. Mesmo que agente não aceite de forma mais objetiva, acaba aceitando aos poucos. E quando a gente começara entender isso um pouco mais, o senso de exoconsciência vai ser muito mais forte.


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