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Margarete Áquila: “A sua profissão pode ser sagrada”

Música, neurociência, psicanálise, mediunidade, hipnose, educação… Margarete Áquila é dessas pessoas que reúnem conhecimentos múltiplos e sempre consegue dar um olhar mais amplo para cada tema.  Ela é uma das palestrantes do III Congresso do Círculo, em 3 de julho,  para falar de Cocriação Exoconsciente para uma nova sociedade.

Neste #PapoSolto com o Juliano Pozati, Margarete deu umas pitadas do que vai trazer de conhecimento e como podemos agir hoje para contribuir com a transição planetária. Ela também vai levar sua bela voz para o Congresso nos momentos de música e espiritualidade.

CÍRCULO – Estamos exercendo a exoconsciência para uma nova sociedade?

Margarete Áquila  – Um dos aspectos da exoconsciência é que, em geral, temos contato com uma parte muito limitada de quem somos e não entendemos o verdadeiro poder que temos de criação e cocriação quando estamos conectados com o nosso eixo. Como falamos em psicanálise, o Eu ou o Ego. Estamos muito no Ego, tudo é vantagem, é competição. Mas se estivéssemos no Eu teríamos uma sociedade linda. Dai a importância do autoconhecimento é essencial, porque a gente ainda não sabe pensar.

Com o autoconhecimento conseguimos observar mais do alto e questionar. Nossa persona é limitada. Por isso sempre digo que “estou Margarete”.

CÍRCULO – Como fazer a nossa parte para essa nova sociedade nesse momento de pandemia?

Margarete Áquila – Não precisamos nos afastar do mundo pra criar uma nova sociedade. Temos que infiltrar conceitos e paradigmas novos onde estamos. Tem momentos em que plantamos projetos, mas tem momentos de pressa. Esse momento exige ser pontual. E como fala a Joana de Angelis, “precisamos dar o mínimo de subsistência para começar a falar de Deus e ser ouvido”. Quando abraçamos um coração com problemas de falta de alimento ou saúde, nasce a esperança, a fé.

CÍRCULO – Como aliar a vida profissional a uma espiritualidade livre?

Margarete Áquila  – Na área profissional a evolução consciencial é começar com serviços mais básicos, com o tempo ir adquirindo conhecimento, prática, sendo uma mão de obra mais apurada, atingindo novos níveis de conhecimento. Mas, chega num certo ponto, que chamamos de turning point, que já não é importante mais o que a pessoa faz, mas de que maneira ela faz e qual impacto isso vai ter socialmente. A pessoa que busca um sentido para o que ela faz. Ela entende que lá na frente o que ela faz vai impactar em outras pessoas. E para essas pessoas com níveis ampliados de consciência, a profissão vai virando uma missão, porque ela só faz por amor e porque consegue transformar vidas.

Muita gente hoje quer sair do mundo corporativo, mas nem sempre é pelo que se faz, mas pelo objetivo da empresa, que é só lucro. Você pode trabalhar no mundo corporativo tendo um impacto muito grande na sociedade. Só não deve atuar em empresas em que não acredita, que não compactuam com seu valores. A sua profissão pode ser sagrada. O que precisamos é fazer boicote mesmo às corporações que não tenham negócios focados na honestidade, cuidado social e sustentabilidade.

Todo mundo tem amor dentro de si, mas quando vem a fome, a pessoa tem mais dificuldade desse amor vir a tona.

CÍRCULO – Como ampliar a consciência diante do abismo social no plano da matéria?

Margarete Áquila  – O certo seria a democracia esparramar fartura e não concentrar riquezas. E já tem grandes projetos com isso, de pessoas que até fizeram dinheiro próprio para entender que as periferias podem enriquecer quando elas se fortalecem e são coesas. A pobreza é construída.

Não quero entrar em conspirações do governo oculto. Mas o grande bem de um país está na mente das pessoas, mente saudável, criativa, liberta para construir. O brasileiro tem um potencial gigantesco, são criativos e colocam prática. A única coisa que deve direcionar esse povo para produzir inovação é ampliar as condições éticas. Porque a criatividade também leva a esperteza, se você não tem valores.

CÍRCULO – O que precisamos mudar na educação para as crianças que já nascem conectadas?

Margarete Áquila  – Aqui entramos na necessidade de uma mudança completa do sistema educacional. As crianças estão nos dizendo que não querem mais estudar assim, elas querem a prática e vão aprender muito mais. Eu vejo que nasceram muitas crianças hiperativas, dispersas, porque vieram trazendo uma nova proposta educacional. Esse tipo de criança nem sempre está em onda cerebral beta (como na minha geração), estão caindo em alfa, theta, estão no lúdico, mas conscientes. E a gente tentando fazer ficarem em beta.

Eles estão mostrando que o cérebro funciona de maneira diferente e nós não estamos acompanhando essa diversidade.  Ondas cerebrais mais baixas significam processos criativos.  Com certeza eles vieram com essa mente da exoconsciência, de sair da caixinha com facilidade.


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