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Meditação para quem deseja mais paciência

meditação e música

A grande arte da serenidade consiste na transmutação mental. A nossa vida não é perfeita ponto de vista harmônico. Todos os dias do nosso cotidiano “estoura uma bomba” e parece que aquela paz de espírito simplesmente é inalcançável.  Eu aprendi uma música baseada numa espécie de mantra que ajuda a passar pelos desafios cotidianos, aquilo que aparentemente nos tira a paz.

A meditação e sintonia de hoje é um pouco diferente e tenho uma história para contar.

Não é porque eu trabalho em uma escola filosófica, com exoconsciência e espiritualidade que a minha vida é mar de rosas. Temos uma ilusão de comercial de margarina, condicionando algum evento externo para a nossa serenidade: Se eu fizer a transição de carreira; Se eu fizer isso se Se eu trabalhar com um propósito; Se conseguir espiritualizar a minha mãe; Se eu começar a ler os livros do de espiritualidade etc… Mas, na prática, os eventos que acontecem frustram nossas expectativas.

E certa vez eu estava vivendo um dia desses, em que queria “matar alguém” e pensei, “nossa, que grande ser espiritualizado dou eu!”. Mas dai lembrei de Teresa D’Àvila, uma freira carmelita, mística e santa católica da idade média. Ela tinha uma oração simples, ela dizia:

“Que nada te pertube, que na nada te amedronte, tudo passa, a paciência tudo alcança, Deus não muda, quem tem Deus  nada falta, deixa passar o que passa, tudo passa”.

Quando ela fala que “tudo passa” é tanto sobre aquilo que nos irrita como aquilo que nos faz extremamente felizes. Porque nossa realidade é efêmera, não é absoluta. Nossa realidade se estabelece num momento de espaço tempo e num outro já não existe.

Mas aquele que está por trás de toda criação, o Pai de todas as coisas, esse não passa.  Esse é absoluto.

Até a eternidade, segundo Helena Blavatsky, passa diante do Todo. Quando colocamos as coisas sob essa perspectiva, que é muito grande e difícil de ser assimilada, percebemos que não vale a pena nos frustrar com os eventos que acontecem ao nossa redor. Pois eles sempre têm um recado pedagógico que pode e deve ser assimilado.

A vida é uma grande mestra, uma grande pedagoga, que nos conduz para fora do casulo do nosso espirito, resumido em si mesmo. Quando olhamos para fora percebemos que todas as cosas tem algo a nos ensinar. E essa tranquilidade de perceber de que todas as lições tem um período, não são eternas, porque tudo passa. E a paciência tudo alcança.

E nesse dia em que eu estava bem irritado, sentei e comecei a tocar violão, pois eu uso a música como forma de transmutação:

Ouça a música Tudo Passa e a meditação de hoje:

Sempre avanti! Che questo è lá cosa piú importante!

Juliano Pozati

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