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Porque a Exoconsciência é indissociável dos UAPs

Em agosto de 2020 o Departamento de Defesa dos Estados Unidos estabeleceu a Força Tarefa UAPTF – UAP (Unidentified Aerial Phenomena) – ou Fenômenos Aéreos Não Identificados – com a missão de “melhorar sua compreensão e obter informações sobre a natureza e origens dos fenômenos aéreos não identificados. A missão desta Força Tarefa é detectar, analisar e catalogar fenômenos que possam potencialmente representar uma ameaça à segurança nacional dos EUA.” [1]

Essa missão lançou um projeto para entender os fenômenos aéreos não identificados como uma expressão dos visitantes, coletando informações sobre sua atuação e comportamento. O UAPTF é um estudo científico do comportamento desses visitantes, empreendido de forma a examiná-los de perto, objetiva e detalhadamente. É um projeto impulsionado pela informação utilizando tecnologia avançada (satélites, radar, aeronaves) e centros de dados gigantes para coletar e armazenar informações. A partir disso, técnicos irão desenvolver algoritmos para categorizar, catalogar e discriminar dados e formar cenários de previsão usando intuição artificial (uma forma avançada de Inteligência Artificial e aprendizagem de máquina).

A partir dos dados, engenheiros poderão criar novos materiais, artefatos e sistemas de propulsão. Se promissores, esses novos materiais e projetos, serão lançados como startups (joint ventures de empresas de inteligência governamental-militar) para escalar a nova tecnologia e generalizar seu uso. A maioria dessas invenções servirá ao setor espacial para pesquisa, mineração (minerais raros para sustentar o setor de Inteligência Artificial), defesa [2], fabricação e armazenamento de dados (plataformas de Moeda Digital do Banco Central via satélite).

UAPs e a Corrida Espacial pela Inteligência Artificial Transhumana

Em poucas palavras é assim que funciona a ciência dos fenômenos aéreos não identificados. É por isso que o relatório do projeto UAPTF se concentra na tecnologia e acelera outra corrida espacial. Corrida que remove o véu do segredo das tecnologias de propulsão, naves e tecnologias espaciais testadas e refinadas. O que também gera fundos para futuras inovações.

Além disso, os programas de UAPs e Inteligência Artificial Transhumana estão intrinsecamente conectados. Eles fornecem dados para startups espaciais e parcerias, plataformas para sistemas de moedas seguras para financiar programas onerosos, e para os cidadãos da Terra, sustentam a narrativa central nas mídias de massa.

Campo Artificial da Consciência orientado para o espaço

Em meu livro Exoconscious Humans: Will Free Will Survive in an Increasingly Non Human World? (apenas em inglês), examino o processo da ciência materialista por meio das lentes do transhumanismo e da tecnocracia [3].

Uma descoberta significativa ao escrever o livro é que o transhumanismo (biologia sintética, IA, moeda digital, comportamento e controle da mente) cria um campo de informação alternativo e fechado. O transhumanismo captura informações, pensamentos e comportamentos dos seres humanos e da natureza, criando um campo artificial de consciência.

Cada vez mais, os seres humanos se moverão para este campo como humanos, plantas e animais híbridos, geneticamente modificados, ao lado de computadores e robôs. Em pouco tempo, os humanos vão operar neste campo artificial para viver e trabalhar na Terra e no espaço.

Consciência, uma abordagem alternativa ao fenômeno aéreo não identificado

Silenciosamente, no ano passado, Jacques Vallee postou um artigo em seu site intitulado “Rumo à Pesquisa Multi-Disciplinar SETI“[4], de autoria de Federico Faggin, físico e engenheiro; Garry Nolan, professor de microbiologia e imunologia; e Jacques Vallee, astrofísico e cientista da computação. Solicitados inicialmente por uma pessoa do SETI (projeto que tem por objetivo a constante busca por vida inteligente no espaço), os autores souberam que poderia ser arquivado, por isso o publicaram no site da Vallee [5].

A conclusão surpreendente do trabalho recomendou a busca pela consciência do SETI e também a revisão da Equação de Drake (6).

Além da busca das condições de vida como a conhecemos e da inteligência diretamente derivada de tal vida, não poderíamos colocar o problema na forma de uma busca da consciência? Se assumirmos que a consciência pode nem sempre estar ligada a um corpo, no sentido material e biológico, como o entendemos atualmente, como poderiam ser revisados os parâmetros da equação de Drake?

Além disso, eles sugeriram ampliar o escopo da biologia para formas de vida já descobertas, tais como as arqueobactérias (extremófilos/organismos conhecidos por sobreviverem em condições severas perto de vulcões submarinos ou algas que proliferam no gelo). Essas formas biológicas podem permanecer desconhecidas devido a nossa recusa humana em expandir a consciência para outras formas de vida. Quando descobertas, essas formas de vida podem estar em desacordo com as suposições da Equação de Drake.

Vallee e seus colegas supuseram que os atuais limites restritos das categorias biológicas e matemáticas da Equação de Drake estavam em desacordo com a descoberta de outras formas de vida no universo. Essencialmente, o materialismo, sem consciência, carece da estrutura científica para explorar as potenciais formas de vida dos visitantes de nosso planeta.

Uma solução Exoconsciente

Em comparação com a abordagem materialista da Inteligência Artificial, a Exoconsciência oferece uma perspectiva dramaticamente diferente que contém possibilidades de revisão da Equação de Drake, compreensão de formas de vida biológica desconhecidas e expansão da consciência humana.

Exoconsciência é a capacidade humana inata de conectar, comunicar e cocriar com extraterrestres e multidimensionais. É uma consciência cósmica natural.

Em comparação com o materialismo, uma abordagem Exoconsciente dos visitantes e dos fenômenos aéreos não identificados é experiencial, subjetiva, holística (mente, corpo, espírito), bem como analítica, científica e racional.

Fundamentalmente, os humanos Exoconscientes compreendem os visitantes como seres com os quais compartilham um campo de informação cósmica comum. Este campo natural mútuo de consciência compartilha ressonância, vibração, energia e informação. Ele conecta humanos e visitantes. O campo comum transmite a vibração, que é a linguagem de sua conexão.

Como começa e se desenvolve a conexão humano-visitante?

Em primeiro lugar, a experiência do contatado ou abduzido é imersiva e iniciática. Essas pessoas frequentemente descrevem como um fenômeno bizarro, caótico, “de virar a cabeça” e confuso. Pode causar um profundo vazio na mente humana, entende-se que esse é um aspecto do fenômeno da consciência.

Os humanos exoconscientes são adaptáveis e flexíveis em navegar no campo da consciência. São seres conscientes de que precisam frequentemente remodelar suas crenças e a composição de sua realidade. A adoção de uma nova visão de mundo pode exigir a cura de velhas feridas e traumas. Por um tempo, isso pode fazê-los se afastar da cultura convencional, mas, como a cultura também faz parte da consciência, nunca é uma ruptura completa. Gradualmente, uma nova visão e uma nova perspectiva surgem.

É importante ressaltar que seres humanos exoconscientes ampliam e mantêm sua dedicação para “ligar os pontos” de seu contato iniciático. Eles elaboram ferramentas e procedimentos para abrir novos canais de conexão e adotam a vontade de alimentar a conexão do visitante. Paradoxalmente, pode parecer como caminhar em dois mundos, mas esse sentimento geralmente desaparece à medida que integram calmamente a presença dos visitantes em sua consciência.

Esta integração serena favorece a abertura das habilidades psíquicas. Os humanos exoconscientes desenvolvem e refinam a autoconfiança psíquica. Eles confiam nas mensagens, nos downloads, nas transmissões, e em suas habilidades elevadas. O conhecimento psíquico é um fenômeno multifacetado e multidimensional.   

Centelha de Cocriação

Como a consciência humana natural nutre o ser humano exoconsciente e o visitante, as relações propiciam um benefício adicional. Os humanos exoconscientes acendem uma energia profunda e apaixonada dentro de si mesmos. Essa energia os conecta no campo da consciência, onde eles percebem a criatividade exponencial, o pensamento crítico e o livre arbítrio. Eles se tornam humanos de moral sólida,  que cooperam entre si e se ligam a um grupo harmônico e pacífico de visitantes.

À medida que este sentimento se expande, se transforma em atos de cocriação, que envolvem a colaboração com os visitantes para trazer invenções e inovações à Terra e aos domínios cósmicos. Na Terra, esta energia é muitas vezes sentida como um trabalho prático, impulsionado pela paixão criativa e pelo progresso em direção a objetivos compartilhados para a saúde e o avanço da consciência humana.

Conclusão

Embora o campo da consciência artificial transhumana que está emergindo rapidamente tenha a promessa de colonizar e corporativizar o espaço, tem limites definidos como um sistema materialista fechado.

Como Vallee e seus colegas indicam, uma alternativa pode estar baseada no campo natural da consciência e na cocriação de iniciativas exoconscientes humanas e de visitantes para explorar dimensões e relações ocultas em todo o cosmos. Eu, particularmente, sugiro desenvolver essas iniciativas de consciência usando a informática como ferramenta e não como um campo de consciência artificial.

Por Rebecca Hardcastle Wright

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[1] https://www.defense.gov/Newsroom/Releases/Release/Article/2314065/establishment-of-unidentified-aerial-phenomena-task-force/
[2] Kate Crawford, Atlas of AI: Power, Politics, and the Planetary Costs of Artificial Intelligence. New Haven and London: Yale University Press, 2021.
[3] Rebecca Hardcastle Wright, Exoconscious Humans: Will Free Will Survive in an Increasingly Non Human World? Cardiff, CA: Waterside Productions, 2020
[4] https://www.jacquesvallee.net/wp-content/uploads/2018/11/Towards_Multi-disciplinary_SETI_Research.pdf
[5] https://www.dailygrail.com/2019/09/seti-or-sac-should-the-search-for-extraterrestrial-intelligence-be-a-search-for-alien-consciousness/
[6] Formulada por Frank Drake, em 1961, a Equação de Drake é um argumento probabilístico usado para estimar o número de civilizações extraterrestres ativas em nossa galáxia Via Láctea com as quais poderíamos ter chances de estabelecer comunicação. 
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PHD REBECCA HARDCASTLE WRITE
Norte-americana, escritora, consultora, educadora e terapeuta. Fundadora do Instituto para a Exoconsciência (I-EXO), nos EUA, primeira organização do seu gênero a apoiar a inovação humana trabalhando com inteligências multidimensionais. É PhD em Ciências Parapsíquicas no Instituto Americano de Teologia Holística; Mestre em Teologia Filosófica pela Escola de Teologia da Universidade de Boston e Bacharel em filosofia e religião pela Universidade de Otterbein. Desde 1992 vive no Arizona, onde se juntou a um dos mais antigos grupos de experiências extraterrestres dos EUA, o Program for Extraordinary Experience Research (PEER), na Universidade de Harvard. Autora dos livros: Exoconsciousness: Your 21st Century Mind; Exoconscious Humans: Claiming Psychic Intelligence in a Transhuman World; Exoconscious Humans: Guiding our Space Faring Future e A Fronteira Final (em Português).

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* Artigo originalmente publicado no Journal of Abduction-Encounter Research. https://bit.ly/3kpv3Vj
* Traduzido do inglês por Grazieli Gotardo.

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